terça-feira, 13 de setembro de 2011

São Paulo - Programa de Eficiência Energética beneficiará 78 escolas da rede

A Secretaria de Estado da Educação e a AES Eletropaulo firmaram um novo convênio que irá beneficiar mais 250 escolas da rede estadual na capital e na Grande São Paulo. 
Somente na região do ABCD, serão contempladas 78 unidades nos municípios de Diadema (6), Mauá (39), Santo André (11), São Bernardo do Campo (19) e São Caetano do Sul (3). 
O contrato é referente ao Programa de Eficiência Energética, que prevê a troca de luminárias, lâmpadas e reatores das unidades por modelos mais econômicos. A intenção é conter desperdícios para diminuir o impacto no meio ambiente e, ao mesmo tempo, racionalizar os gastos da Pasta.

Desde o primeiro convênio, em 2007, o programa já contemplou 666 escolas estaduais na região atendida pela AES Eletropaulo, 113 delas no ABCD, além de duas sedes administrativas da Secretaria, localizadas na Praça da República e no Largo do Arouche. O resultado foi uma economia total de 19.635 MWh/ano, suficiente para abastecer pelo mesmo período cerca de 7,3 mil residências com consumo médio de 225 KWh/mês. Na região do ABCD, a intervenção gerou uma economia de 3.763,39 MWh/ano, uma redução média 35,50 MWh/ano no consumo de cada escola.

O novo convênio é o sexto firmado pela parceria dentro do Programa de Eficiência Energética e representa um investimento de cerca de R$ 10 milhões por parte da AES Eletropaulo. Assim como nos contratos anteriores, a concessionária realizará a troca dos componentes sem ônus para a Secretaria, que ficará responsável pelo descarte do material substituído nos quatro primeiros convênios. Nos demais contratos, a responsabilidade será assumida pela empresa. A intervenção nas 250 escolas deve ser concluída até o fim de 2012. Os seis convênios totalizam um investimento de R$ 28,7 milhões.

Aprovação

Em pesquisa encomendada pela concessionária a um instituto especializado, o Programa de Eficiência Energética obteve 90% de aprovação de pais, alunos e dirigentes das escolas estaduais. Entre os motivos mais citados estão: mais segurança, melhora no ambiente para a aprendizagem (visibilidade dentro da sala de aula, espaço mais agradável e acolhedor), economia de dinheiro público e a conscientização da população para melhor uso dos recursos naturais.

"Uma iluminação eficiente consome algo em torno de 30%, 40% menos e tem um alcance maior. Isso facilita o aprendizado e a gestão do professor na sala de aula", afirma Roberto Di Nardo, diretor Comercial da AES Eletropaulo.

Localizada no centro de Santo André, a Escola Estadual Doutor Américo Brasiliense foi uma das beneficiadas pelo programa. Antes da intervenção, a unidade, que atende cerca de 700 alunos, consumia em média 18.720 KWh/mês. Após a troca de luminárias, lâmpadas e reatores, concluída em fevereiro do ano passado, o consumo caiu 26%, para 13.800 KWh/mês. "A luminosidade também melhorou bastante. O pátio ficou bem mais claro, assim como as salas de aula e os outros ambientes da escola. Até os pais notaram a diferença e gostaram muito", comenta entusiasmado o vice-diretor da unidade, Vinícius Gerônimo.

Uso racional

Regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Programa de Eficiência Energética completou três anos em 2010 e possibilitou a modernização do sistema de iluminação das mais de 600 escolas participantes.

No início, em 2007, a AES Eletropaulo substituiu lâmpadas, luminárias e reatores das salas de aula e corredores de escolas. Ao longo destes anos muitas melhorias foram realizadas e hoje o projeto alcança 100% do ambiente escolar. Foram incorporados todos os demais espaços como bibliotecas, pátios, quadras e etc. O atendimento às normas técnicas brasileiras de iluminação foi garantido com a implementação de projetos luminotécnicos.


Para melhorar a segurança do acesso de alunos e professores, foram projetadas e instaladas iluminações diferenciadas nos portões. Outro item importante foi a conscientização da população por meio de um grupo teatral que realizou 100 apresentações e buscou, de forma lúdica, despertar a atenção dos estudantes e docentes para uso eficiente e seguro da energia elétrica.

O projeto inclui a substituição de luminárias de baixa eficiência por luminárias reflexivas, de lâmpadas fluorescentes de 40W e 20W por lâmpadas fluorescentes de 32W e 16W, de reatores convencionais por eletrônicos, além de lâmpadas incandescentes, mistas e de vapor metálico por lâmpadas fluorescentes compactas, de vapor metálico e vapor de sódio.
Da Secretaria da Educação

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sustentabilidade - ECOENERGY: 1º Feira de Energias Limpas e Renováveis para Geração de Energia e Eficiência Energética acontecerá em Setembro, em São Paulo (SP)

Objetivo é apresentar os principais lançamentos e tecnologias desenvolvidas para o setor de geração de energia limpa, visando redução de custos ambientais, financeiros e sociais.
 
Acontece entre os dias 15 e 17 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes (SP), a primeira feira no Brasil focada em Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia – a EcoEnergy. O evento reunirá fornecedores de produtos e serviços relacionados à Geração de Energias Limpas e Renováveis bem como Eficiência Energética. “Queremos contribuir para uma melhor qualidade de vida com redução de custos sociais. A intenção é tornar o evento uma referência no País, além de fomentar o desenvolvimento de negócios nestes setores”, afirma José Roberto Sevieri, diretor de operações do Grupo Cipa Fiera Milano.

Durante os três dias empresas dos setores de energia limpa e renovável, eficiência energética, fabricantes de equipamentos, instituições financeiras, escritórios de projetos e engenharia, instituições de pesquisa e desenvolvimento, publicações e entidades dos setores mostrarão as novidades do setor para o público estimado de 2.800 visitantes. Segundo Sevieri, o objetivo é dar um panorama amplo ao visitante sobre as novas tecnologias e suas possibilidades. “Queremos mostrar que estas opções de energia limpa não são realidade apenas no futuro, mas sim do presente”, conclui.

A primeira edição da feira reunirá desde fornecedores de produtos e serviços voltados para a Geração, Transmissão e Comercialização de Energia, até setores inovadores na geração de energia como Biomassa (animal ou vegetal) incluindo-se biogás e biodiesel, Células a combustível, Energia Eólica, Hidráulica, Hidrelétrica (PCH, MCH, UCH), Solar e das Marés.

SERVIÇO

1ª EcoEnergy – Feira Internacional de Tecnologias Limpas e Renováveis para Geração de Energia


Local: Centro de Exposições Imigrantes – Rod. dos Imigrantes Km 1,5 - São Paulo (SP)

Data: de 15 a 17 de setembro 2011, das 13h às 20h


ENTRADA FRANCA e transporte gratuito: Vans do metrô Jabaquara a cada 5 minutos (saída Rua Nelson Fernandes).


Mais informações: (11) 5585-4355

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Procel: um desempenho superlativo em 2010

Ações e medidas do programa geraram economia de 6,16 bilhões de kWh, com alta de 13% em relação a 2009. Resultado equivale a 1,47% do consumo total de energia elétrica no Brasil no ano passado
 
Alexandre Canazio, para o Procel Info

O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) teve um ano de resultados superlativos em 2010. Os projetos e ações conseguiram uma economia de 6,16 bilhões de kWh no ano passado, o que representa uma alta de 13% sobre o montante economizado no ano anterior. Este resultado equivale a 1,47% do consumo total de energia elétrica no Brasil no mesmo período ou o equivalente a produção anual de uma hidrelétrica de 1.478 MW. O Procel foi responsável por uma redução de demanda na ponta de 2.425 MW, segundo dados do relatório "Resultados Procel 2011 - ano base 2010".
 
"O desempenho desse ano é expressivo, levando-se em conta que o consumo de energia cresceu cerca de 7% no ano passado", comparou Moises Antonio dos Santos, engenheiro da divisão de Eficiência Energética na Oferta da Eletrobras, responsável por consolidar e disponibilizar os resultados do Procel. Ele lembrou que o Selo Procel é o maior responsável pelos resultados energéticos do programa de conservação de energia. "Esse ano, tivemos a avaliação, pela primeira vez, da categoria de ventiladores de teto", observou Santos, lembrando que o Selo tem agora quatro novas categorias: condicionadores de ar do tipo split cassete, reatores eletrônicos para lâmpadas fluorescentes tubulares, televisores LED - modo de espera - e paineis fotovoltaicos de geração de energia.
 
O relatório, divulgado pela Eletrobras, mostra que o aumento na economia de energia se deve ao crescimento das vendas dos produtos com Selo Procel e à inclusão de mais quatro categorias de equipamentos contemplados com o Selo. Outro fator importante foi a revisão da metodologia de avaliação dos resultados do Selo, agora em consonância com o Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance.
 
Atualmente, o Selo é abrangido por 31 categorias, totalizando a participação de 206 fabricantes e 3.778 modelos diferentes. O Selo está presente em mais de 50 milhões de equipamentos comercializados no ano passado. Com isso, o Selo Procel, sozinho, foi responsável pela economia de 6,13 bilhões de kWh, representando 2.418 MW de demanda retirada do horário de ponta.
 
O Procel recebeu investimentos de R$ 76,23 milhões no ano passado, a maior parte oriunda da Reserva Global de Reversão (R$ 45,32 milhões). Santos explicou que, apesar de ser o maior resultado do Procel, o Selo não é o maior investimento do programa. "Isso porque ao longo dos últimos anos investimos em capacitação laboratorial e desenvolvimento de metodologias para a etiquetagem e avaliação de resultados. Agora estamos mais na fase de gestão e colher resultados", contou o engenheiro.

O relatório "Resultados Procel 2011 - ano base 2010", divulgado pela Eletrobras, mostra que o aumento na economia de energia se deve ao crescimento das vendas dos produtos com Selo Procel e à inclusão de mais quatro categorias de equipamentos contemplados com o selo

O maior investimento fica no Reluz (Programa de Eficientização de Iluminação Pública e Semafórica), que financia os projetos das prefeituras. Em 2010, o Reluz economizou 29,88 milhões de kWh e 6.823 kW. O programa investiu R$ 33 milhões, sendo R$ 24,8 milhões da RGR e o restante contrapartida dos beneficiários. Foram substituídos 89 mil pontos de iluminação pública em 10 municípios.
 
No ano de 2010, a atuação do Procel na área de eficiência energética na oferta foi ampliada, em decorrência do apoio da Eletrobras ao programa Minha Casa, Minha Vida. O Procel subsidia a Caixa Econômica Federal na elaboração dos termos de referência para o financiamento da instalação dos sistemas de aquecimento solar de água para as unidades residenciais para baixa renda. Santos disse que na primeira fase do programa foram 40 mil residenciais beneficiadas. Agora na segunda fase do programa é obrigatório o uso desses aquecedores nas unidades unifamiliares abrangidas pelo Programa.
 
O Procel investe na área de pesquisa para criação de centros de capacitação profissional e a realização de estudos de Medição e Verificação, priorizando o Minha Casa, Minha Vida. O Procel tem uma parceira com Centro Universitário UNA, de Belo Horizonte, no qual serão investidos R$ 3,9 milhões, contando ainda com a participação de seis outras universidades de cinco regiões brasileiras. Para o uso de sistemas fotovoltaicos, foram implementadas ações para melhorar o aproveitamento da energia gerada. Um laboratório da Universidade de São Paulo (USP) foi ampliado e os primeiros módulos fotovoltaicos receberam o Selo Procel em 2010.
 
Diante dos altos custos da energia, a indústria vem buscando meios de reduzir o impacto da tarifa nos seus custos globais. A eficiência energética é um desses caminhos. O Procel Indústria realizou investimentos de R$ 8 milhões. As ações estão focadas na capacitação de multiplicadores e agentes, tendo como objetivo a implantação de medidas de eficiência energética viáveis nas indústrias. Foram capacitados no ano passado 206 multiplicadores e 2.895 agentes. Os diagnósticos energéticos realizados proporcionaram uma economia de 34,44 GWh e tempo de retorno de investimento médio de 16 meses.
 
O Procel trabalha com uma meta de ampliar os resultados do ano passado em 2011. A expectativa é de crescer 5% sobre 2010. Para isso, disse Santos, o Selo Procel continuará a ser reforçado com a concessão da distinção para outras categorias de produtos. 
O relatório com balanço completo do Procel pode ser acessado clicando aqui.
 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Eficiência energética ainda no papel

Brasil - Reportagem da revsita GTD mostra que após quase dois anos de seu desenvolvimento, Plano Nacional de Eficiência Energética ainda terá metas e recursos definidos e não tem data divulgada para conclusão
 
 
Brasil - Elaborado pelo Ministério de Minas e Energia para traçar diretrizes no país que gerassem uma redução de 10% no consumo de energia até 2030, o Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEf) foi colocado em consulta pública em dezembro de 2010 mas ainda não saiu do papel mas, segundo o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do MME, Hamilton Moss, o plano já tem uma possível data para divulgação, embora ainda não divulgada.

Segundo reportagem publicada na edição de julho da revista GTD, durante o 8º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética, Moss explicou sobre a demora da divulgação do plano, lembrando que o mesmo levou cerca de sete meses para ser elaborado, mais um ano em discussão interna e agora foi levado à consulta com mais três meses de processamento das informações. 
 
Um grupo de trabalho está sendo oficializado para dar continuidade ao projeto, que determinará meios de economizar energia no setor industrial, em micro e pequenas empresas e em áreas como transporte e educação.
Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista_GTD_Eficiência_Energética_07.2011.pdf

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Rede inteligente deve chegar ao Brasil em 2012

Fonte: O Globo
Rio de Janeiro - Um medidor eletrônico mostra em tempo real o consumo da casa, a tarifa que está sendo cobrada pela operadora naquele horário e, até, o volume de energia vendido para o sistema ao longo do mês. 
 
 
Parece um exercício de futurologia, mas não é. O grupo de trabalho criado no Ministério das Minas e Energia para estudar a implantação do "smart grid" no Brasil já entregou o relatório final. 
 
E, ainda este ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve  definir os padrões dos medidores eletrônicos. Para Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisas Energética (EPE), esse é um jogo de ganha-ganha onde todos sairão beneficiados e, portanto, não há razão para não ser implementado o mais breve possível no Brasil. 
 
O sistema, que terá um aporte grande de informática e telecomunicações, ficará mais confiável. As quedas de rede vão ser identificadas com antecedência e minimizadas. As perdas, inclusive com os famosos gatos, tendem a diminuir muito. Já o consumidor terá um sistema mais transparente e poderá gerenciar as suas despesas. Hoje, a tarifa é a mesma ao longo de todo o dia. Com o novo modelo, ela deve ser diferenciada por horário, como acontece com os telefones.
 
Casas ou condomínios que usam pequenas fontes de energia solar ou eólica vão poder vender o que não usarem para o sistema, num modelo similar ao de uma conta corrente. No Brasil existem mais de 60 milhões de medidores eletromecânicos que deverão ser substituídos ao longo de 10 anos. 
 
Num total de investimentos da ordem de R$ 20 bilhões. Pouco menos que uma usina de Belo Monte. Aliás, se tudo der certo, os recursos gastos hoje com grandes obras de geração e de transmissão de energia devem diminuir.
 
Parece tão bom que custa a crer que será implementado em pouco tempo. Para ficar realmente perfeito, só falta garantir que o consumidor não vai pagar a conta.
 
Condomínio verde
 
Enquanto o "smart grid" não chega, um condomínio que começará a ser construído no Recreio dos Bandeirantes prevê o uso de energia eólica, água de chuva nos banheiros e estacionamento com tomadas para  carros elétricos. O projeto é da construtora Calper, que garante a entrega dos oito prédios e 512 apartamentos até 2016. Os responsáveis pela obra também prometem usar energia solar e estimam uma economia de 50% na conta de luz do condomínio. 
 
A iniciativa ambientalmente correta deverá custar R$ 400 mil a mais, o que representará um custo adicional de R$ 800 em cada unidade.
 
Fonte: O Globo
 
 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

FAE gera discussão e aponta soluções de gestão na área de energia

Garantir serviços de energia à população mundial em crescimento, levar energia por vias modernas a bilhões de pessoas, procurar formas de reduzir os perigosos gases de estufa e garantir um custo viável destes serviços estão entre os maiores desafios a serem encarados pelo setor energético mundial.

 
O tema será abordado na 11ª Feira de Gestão da FAE, que acontece de 20 a 22 de setembro, na FAE Centro, em Curitiba (PR). O evento traz modelos inovadores e soluções de gestão para as áreas de saúde, habitação, mobilidade, inclusão e energia - alguns dos Desafios do Milênio propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O painel "Energia" será apresentado pelo assessor de relações institucionais da Usiminas, André Chaves, e a coordenadora da saúde, segurança e meio ambiente da Volvo, Carolina Ramos Bedran, que trazem exemplos de gestão voltados à sustentabilidade e eficiência energética.

A Usiminas é a única siderúrgica brasileira presente no Sustainability Yearbook 2011. Em 2010, a companhia fechou cerca de R$ 30 milhões aplicados em responsabilidade socioambiental em todos os 31 municípios em que atua. Já a Volvo mostra no evento o processo de gestão que a qualifica a participar do Dow Jones Sustainability Index World, indicador de performance financeira das empresas líderes em sustentabilidade a nível global. A empresa desenvolve pesquisas avançadas com combustíveis de fontes renováveis e é pioneira no desenvolvimento de veículos comerciais híbridos (diesel/elétricos).

Além de três palestras magnas e cinco painéis temáticos, a Feira de Gestão apresenta os melhores trabalhos acadêmicos dentro dos cinco Desafios do Milênio propostos. Mais informações e inscrições pelo site www.fae.edu/feira.

Serviço
O quê: 11ª Feira de Gestão da FAE - Desafios do Milênio
Quando: de 20 a 22 de setembro de 2011
Onde: FAE Centro Universitário - Rua 24 de Maio, 135 - Centro - Curitiba - PR
Mais informações e inscrições pelo site www.fae.edu/feiradegestao2011

Programação

20 de setembro
19h15 - Painéis simultâneos - Energia (Usiminas e Volvo), Saúde (Philips e Hospital Pequeno Príncipe) e Habitação (Thá e Curadores da Terra)
20h30 - Palestra Magna - Jovens Empreendedores de Sucesso, com o presidente da Cacau Show, Alexandre Tadeu Costa, e o fundador da Bematech, Marcel Malczewski.

21 de setembro
19h15 - Painéis simultâneos - Mobilidade (Vivo) e Inclusão (BRDE, Microsoft e O Boticário)
20h30 - Palestra Magna - Responsabilidade Social e Desenvolvimento, com o autor do livro Líderes Sustentáveis, Ricardo Voltolini, e o gerente de sustentabilidade da Alcoa Alumínio S.A, Fabio Abdala.

22 de setembro
19h30 - Palestra Magna - Desafios de Sustentabilidade em um Mundo em Transição, com o economista Ricardo Amorim.
21h - Cerimônia de premiação FAE Desafios do Milênio
 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Novidades e especificadores sobre a certificação LEED são discutidas em primeira mão na Conferência Internacional Greenbuilding Brasil

São Paulo, agosto de 2011 – Uma das apresentações mais esperadas no último dia de palestras da Greenbuilding Brasil Conference & Expo foi a de Guido Petinelli, arquiteto da Petinelli Inc., que atuou como diretor de desenvolvimento para o World Green Building Council (WGBC), e é um dos fundadores do Green Building Council Brasil (GBC Brasil). 



Com o tema ‘Novo LEED 2012 – O que muda?  
Petinelli fez uma explanação geral sobre os princípios básicos da ferramenta LEED no Brasil e no mundo e forneceu detalhes sobre as sugestões feitas para modificação do certificado LEED (Leadership for Energy and Environmental Design®), no próximo ano.

Guido apresentou com objetividade e clareza as mudanças nos pré-requisitos para a obtenção do LEED, uma ferramenta que, de acordo com o arquiteto, sempre foi um instrumento de transformação de mercado. O certificado nada mais é do que uma solução prática desenvolvida para arquitetos, engenheiros, proprietários, incorporadores etc. que cria uma linguagem única e surgiu com um propósito de consistência, rigor técnico e credibilidade. Para o consumidor, a intenção da criação do LEED é de tão somente fornecer uma maneira mais simples de avaliar produtos na hora de investir em edifícios.

“Nesse mercado 5% das empresas não atendem às expectativas daquilo que consideramos construção aceitável padrão; cerca de 70% constrói dentro daquilo que consideramos adequado (atendendo boa parte das normas); 20% são líderes dessas práticas adequadas e apenas 5% são inovadores e tomadores de risco. Um dos principais motivos de criação do LEED é celebrar esse seleto grupo que está sempre em busca de inovação”, conta Petinelli.

LEED Versão 3 é como será chamado o novo modelo, que passa a ter atualizações feitas a cada três anos. Em termos de estrutura, a ferramenta se tornou mais rígida: serão três novas categorias e seis novos pré-requisitos, mantendo o mesmo número e sistema de créditos (pontuação). Outra mudança é de que haverá um LEED específico para hotéis, data centers e centros de distribuições.

Dentre os pré-requisitos que podemos destacar na nova versão, estão: inclusão da gestão de resíduos, consumo consciente da água, compartilhamento de dados de consumo por cinco anos e o desempenho energético – e, este último, deverá ter simulação obrigatória de no mínino nove estratégias durante as fases de estudo preliminar e anteprojeto. O LEED Versão 3 passará a utilizar a ASHRAE 90.1 2010, considerada de 20 a 25% mais rígida que a ASHRAE 2004.

Todas as mudanças estão disponíveis no site da USGBC, que vem promovendo webnários gratuitos para sócios da entidade americana com o objetivo de discutir coletivamente e esclarecer cada uma das mudanças.

ESPECIALISTA DA ABNT EXPLICA COMO AS FACHADAS PODEM MELHORAR A ILUMINAÇÃO E A VENTILAÇÃO NOS EDIFÍCIOS

As fachadas são muito mais que uma opção estética, para deixar as construções mais bonitas. Podem ter ainda funções que vão desde diminuir a temperatura interna, barrar o ruído que vem de fora a permitir maior aproveitamento de luz natural.

Esse foi o tema exposto pelo arquiteto em consultor da ABNT, Paulo Duarte. Segundo ele, essas vantagens podem ser alcançadas dependendo do material usado não apenas no revestimento, mas também de peças usadas no acabamento, como esquadrias e outros materiais que podem ajudar a isolar o ambiente e tornar mais eficiente o uso de recursos naturais.

Duarte explicou que os Estados Unidos e os países da Europa podem ser considerados referências em pesquisa e tecnologia em vidros, pois sempre apresentam soluções muito interessantes para diversos tipos de ambientes. Porém, nem sempre é possível usar as mesmas soluções usadas nestes países, pois o clima e a incidência de raios solares são muito diferentes no Brasil.

Durante a palestra, formam exibidos exemplos de fachadas transparentes, que ajudam a aumentar a entrada de luz natural, evitando gasto de energia e aumentando a temperatura interna. Duarte ressaltou que essa solução, típica de países que têm um inverno mais rigoroso, precisa ser adaptada à realidade do Brasil para garantir não só a eficiência energética, mas também o conforto das pessoas que irão frequentar o ambiente.

O consultor finalizou ressaltando que a certificação LEED é um objetivo muito mais presente em prédios comerciais e que deveria haver maior interesse em ampliar a certificação para os edifícios residenciais e para os prédios públicos.

GESTÃO DE FACILITIES EM PRÉDIOS VERDES É TEMA DE PALESTRA

A operação e manutenção em prédios verdes foi o destaque da palestra do diretor técnico da Cushman & Wakefied, João Alves Pacheco, durante a Greenbuilding Brasil. Foram apresentados dois cases de prédios já existentes, que buscam a certificação LEED. Um dos empreendimentos está localizado no Rio de Janeiro, é um edifício comercial, de 12 anos. O segundo está em Brasília e tem dois anos.

Pacheco explicou os critérios que precisam ser atendidos nesses dois edifícios e quais representam maiores desafios para adequar os ambientes para atender as exigências da certificação. Entre os quesitos a serem observados estão consumo de água, energia e atmosfera (ambiente interno), materiais e recursos, qualidade do ambiente interno, entre outros.

Cada um desses critérios envolve uma série de ações de gerenciamento de facilities, desde proteção ou restauro de áreas verdes, diminuição dos efeitos das ilhas de calor por meio de clareamento dos telhados e investimento em estacionamentos cobertos ou no subsolo, disponibilidade de transporte público na área dos edifícios e incentivo à carona solidária, eficiência no uso da água, qualidade do ar no ambiente, até políticas de compras sustentáveis.

O diretor técnico da Cushman destacou que os desafios são muitos em prédios que já estão construídos, mas nos dois casos é possível atender os critérios estabelecidos para a conquista da certificação. Pacheco finalizou destacando que é preciso engajamento de diversas áreas para atender as exigências, demonstrando que é fundamental envolver toda a empresa para alcançar esse objetivo.  
Serviço:
Mais informações: www.expogbcbrasil.org.br
 
Fonte: Inteligemcia