segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Oferta agita mercado de iluminação

O aumento na competitividade, em termos de preço, no mercado de iluminação fez com que 2011 tivesse uma elevada expectativa de venda. 

 
Segundo o diretor da Divisão LED da Lâmpadas Golden, Ricardo Cricci, as vendas, em parte, aumentaram em função das lâmpadas LEDS. 
 
“O discurso da eficiência energética está em todos os meios de comunicação e virou um objetivo para as pessoas e empresas”, afirma. Para Cricci, a expectativa é que o segmento mantenha o mesmo ritmo nos próximos anos.

Com a nova ISO 50.001 – lançada em junho deste ano -, que tem o objetivo de estabelecer procedimentos de eficiência energética constante para as empresas e estabelecimentos, haverá estímulo de crescimento.

A tendência de consumo aponta para as fontes eficientes, com baixo índice de metais pesados, de longa duração e de IRC (Índice de Reprodução de Cor) elevado. 
 
O LED destaca-se como o grande candidato de consumo preferencial e representa a melhor alternativa em termos de Lumens por Watt disponível no mercado. 
 
Segundo Cricci, daqui a quatro anos os investimentos na tecnologia LED devem ser de 50% do consumo total de lâmpada no País.

“Esta tendência tem motivado a diversificação da oferta de produtos ligados ao mercado sustentável, forçando uma verdadeira revolução no portfólio de fabricantes de lâmpadas”, explica.

Outra preocupação do setor é em relação à eficiência e durabilidade, que favorecem o aperfeiçoamento técnico da lâmpada eletrônica. 
 
A partir de 2012, lâmpadas fluorescentes compactas com baixa eficiência não serão mais homologadas pelo Inmetro.

Com isso, as empresas de iluminação atuam em dois focos: investir em tecnologia para elevar os valores do fluxo e da eficiência de seus produtos e escoar os estoques dentro do prazo de validade para comercialização dos mesmos.


Da Redação www.portallumiere.com.br

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Eficiência energética em automação de condicionadores de ar

Brasil - Estudo analisa sistema automatizado de acionamento de condicionadores de ar e sistema de acionamento convencional e revela o mais eficiente, mostra revista O Setor Elétrico

 
 
Brasil - Hoje em dia não basta mais preocupar-se apenas com a continuidade do fornecimento de energia. É preciso levar em consideração níveis mínimos de qualidade. Além da exigência de energia com qualidade, o rigor com as cargas conectadas aos sistemas elétricos passa a ser cada vez maior. Este novo perfil de cargas é fruto do desenvolvimento da eletrônica de potência que melhorou o rendimento e o controle, contribuindo assim para reduzir o consumo e os custos com energia.

Reportagem publicada na edição de junho da revista O Setor Elétrico apresenta uma análise e comparação entre um sistema automatizado de acionamento de condicionadores de ar e um sistema de acionamento convencional instalados no prédio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com foco na eficiência energética e na qualidade da energia elétrica. Com dados precisos, a publicação revela o resultado das medições elétricas realizadas no ambiente de teste e as conclusões do estudo.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra:
 
 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Neoenergia: programas na rota da eficiência energética

Grupo, que controla três distribuidoras de energia na região Nordeste, planeja investir R$ 35 milhões em eficiência energética em 2012, com foco em quatro projetos em desenvolvimento
 

Programa Nova Geladeira é uma dasiniciativas da Neoenergia para reduzir o consumo de energia na população debaixa renda
 
Matheus Gagliano, para o Procel Info

A Neoenergia deverá investir cerca de R$ 35 milhões em seus projetos de eficiência energética para o ano de 2012. Para este ano, a empresa terá para as três distribuidoras do grupo - Coelba (BA), Celpe (PE) e Cosern (RN) - um valor de R$ 34 milhões, sendo a maior parte dos recursos, de R$ 18,2 milhões, para desenvolver os projetos na distribuidora baiana. Outros R$ 11,2 milhões serão destinados a projetos na Celpe, enquanto que a Cosern terá aproximadamente R$ 4,2 milhões.

A assessora de eficiência energética da empresa, Ana Cristina Mascarenhas, explicou que há quatro projetos que continuarão sendo desenvolvidos pela holding ao longo do próximo ano. Ela ressaltou que os projetos de eficiência energética são importantes porque fazem com que a população de baixa renda consiga arcar com as despesas do consumo energético e acabe, por consequência, ficando longe do consumo irregular, que causa as perdas comerciais das empresas. "À medida que vai eficientizando o consumo deles, permite-se que eles tenham condição de pagar a conta. Isso, então, diminui as perdas e aumenta o faturamento", assinalou ela.

Um deles é o Nova Geladeira, que promove a troca de eletrodomésticos mais antigos deste tipo por equipamentos mais novos e, em consequência, que consomem de uma forma mais racional. Ana Cristina detalhou que esse programa é focado nos consumidores que são beneficiados pela Tarifa Social e inclui também a substituição de lâmpadas do tipo FLC. O gás CFC destes refrigeradores antigos é regenerado e as sucatas delas são vendidas para financiar os programas sociais da companhia. Este programa atingiu até hoje a marca de 163 mil geladeiras trocadas, enquanto que o montante de lâmpadas trocadas chegou a 1,4 milhão.

Com a venda das sucatas, a empresa pode financiar outro projeto, o Vale Luz, que é feito em Pernambuco e na Bahia, e que oferece a troca de resíduos sólidos por descontos na conta de luz. Além disso, os consumidores também recebem descontos na conta bancária, desde que possuam o cartão Bolsa Família ou sejam correntistas na Caixa Econômica Federal, na modalidade Conta Fácil.
A substituição de chuveiros elétricos por coletores solar para aquecimento da água é um dos projetos da Neoenergia. Esta ação hoje é feita em hospitais, mas grupo já estuda incluí-lo no programa Energia Verde para o próximo ano

Outro projeto que a empresa desenvolve é o Energia Verde, que troca os eletrodomésticos antigos por outros novos e mais eficientes com o Selo Procel. Este projeto já tem 9.808 consumidores inscritos para participação e 10.743 eletrodomésticos trocados até julho deste ano.

Como contrapartida, o cliente faz doações para o reflorestamento da Mata Atlântica na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Até o fim do ano, o projeto pretende reflorestar 68,5 hectares. O último projeto é o Educação com Energia, que consiste em divulgar em escolas informações sobre o consumo eficiente de energia. Até hoje, o projeto já levou a ação a 215 unidades de ensino em Pernambuco e na Bahia, transmitindo orientações a mais de 52 mil estudantes.

Ana Cristina informou também que a companhia tem outras ações mais localizadas, que são realizadas em apenas algumas cidades onde atua. Atualmente, nos municípios baianos de Itabuna, Ilhéus e Feira de Santana, a empresa está promovendo a troca das lâmpadas incandescentes nos semáforos por LED, que dão uma redução de 75% do consumo de energia destes municípios.

Outro projeto é o de substituição de chuveiros elétricos por coletores solar para aquecimento da água. Esta ação hoje é feita em hospitais, mas ela diz que há um estudo para incluí-lo no programa Energia Verde para o próximo ano. "Se for possível, vamos fazer. Mas continuaremos também a trabalhar com clientes que procuram por eficiência", ressaltou.
 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Metal poroso reduz peso de veículos e consumo de energia

Fonte: Jornal da Unicamp
Tome um recipiente com a forma e tamanho desejado, preencha-o com quantidade adequada de sal grosso, cubra o conteúdo com uma lâmina de alumínio de espessura apropriada e leve ao forno. 

Quando o metal atingir o estado pastoso, submeta o conjunto à devida pressão. Deixe esfriar e submeta o produto a lavagens sob vibração constante até que todo o sal seja eliminado pela dissolução no líquido.

Embora pareça uma receita culinária, as indicações acima, guardadas as devidas diferenças, lembram um dos processos que podem ser utilizados para obtenção de ligas metálicas porosas, que constituem os chamados materiais celulares, em que, com a eliminação do sal, os poros ocupados pelo ar contribuem para a diminuição da densidade.

 

O desenvolvimento de componentes veiculares mais leves, que permitam a redução do peso dos veículos e a utilização de motores menos potentes, menos poluentes e mais econômicos, garantindo o mesmo desempenho, levou o engenheiro mecânico Francioni Gomes Pinheiro – que trabalha na área de motores há 16 anos na indústria automobilística – a fabricar com material celular um componente específico do motor. Diante da complexidade de detalhes que apresenta e do tamanho favorável – diâmetro médio de 8 cm e altura entre 3 a 6 cm – ele optou pelo espaçador do ventilador do motor de um trator, componente que tem a função de manter distância adequada entre o motor e a hélice responsável pela refrigeração.

Esse tipo de trabalho é desenvolvido no Departamento de Engenharia de Fabricação da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp em linha de pesquisa desenvolvida pela professora Maria Helena Robert. Os metais celulares, cujo desenvolvimento não tem mais de 20 anos, apresentam cerca de 30% do peso dos metais maciços convencionais, dependendo dos processos utilizados para a sua fabricação e dos fins a que se destinam. Já produzidos comercialmente, embora em pequena escala, em países como Alemanha e Japão, podem ser utilizados para a fabricação de componentes de veículos automotivos com o objetivo de diminuir-lhes o peso e com isso reduzir o consumo de combustível.

Apresentam ainda elevada capacidade de deformação, o que lhes confere maior absorção de impacto do que os metais convencionais. São ainda atenuadores de vibrações e isolantes acústicos e térmicos, propriedades que ampliam seu espectro de utilização para além da indústria automotiva.

A linha de pesquisa desenvolvida pela professora Maria Helena, que se dedica tanto à descoberta de novos processos como a de novos materiais, teve início há seis anos e é inédita no Brasil, onde esse tipo de material é praticamente desconhecido. O grupo procura processos de produção diferenciados dos já conhecidos e que requeiram menores custos de produção e maior flexibilidade de produtos. Por isso, usa o metal na forma pastosa e não líquida, como convencionalmente se faz, que exige temperaturas mais altas.

Outra inovação adotada em termos de processo é a utilização de cavacos de alumínio (raspas) resultantes da usinagem de componentes fabricados com o metal compacto. Quanto ao desenvolvimento de novos produtos, o grupo está pesquisando compósitos de baixa densidade, que resultam da mistura de metal e material cerâmico poroso. As ligas resultantes apresentam baixa densidade, alta resistência ao atrito, além de propriedades isolantes térmicas e acústicas.

Os trabalhos abrangem o exame dos parâmetros relativos a variações de condições e composições na obtenção do material pretendido e envolvem ensaios físicos e mecânicos dos produtos obtidos.

A professora Maria Helena lembra que as ligas celulares podem dar origem a espumas e esponjas. Nas primeiras, não há comunicação entre os poros. As últimas, em que os poros são intercomunicáveis, podem ser usadas também como filtros, eletrodos para baterias e nos processos químicos de troca iônica. O grupo começa a participar também de um convênio internacional para a pesquisa de espumas para aplicação em aeronaves.

A docente enfatiza que a linha de pesquisa desenvolvida no Departamento apresenta um potencial de aplicação enorme, ainda a ser devidamente delineado, que vai além das aplicações nas áreas de engenharia, automobilística, aeronáutica, química e de biomateriais. “Trata-se de um campo relativamente novo no mundo e com aplicações ainda restritas, principalmente aos poucos países que dominam a tecnologia”, afirma.

Fabricação de componente

 

Pinheiro esclarece que os materiais celulares estão se tornando uma alternativa no desenvolvimento de estruturas mais leves e resistentes. As ligas de alumínio estão à frente no desenvolvimento desses materiais em relação a outras ligas como aços, por exemplo. As espumas e esponjas de ligas de alumínio têm encontrado aplicações na indústria automotiva devido à sua capacidade de absorção de energia em impactos e são utilizadas em partes estruturais como pára-choques. O reduzido peso e a capacidade de isolamento acústico e térmico apontam na direção de outros empregos.

O engenheiro explica que na fabricação de materiais celulares a mais recente técnica é a da tixoinfiltração em que a liga metálica (geralmente de alumínio) no estado semi-sólido é infiltrada sob pressão entre as partículas de um agente bloqueador inerte. O metal penetra nos espaços entre as partículas – daí o nome bloqueador - que são removidas após a solidificação, gerando poros no produto final ocupados pelo ar. O processo de tixoinflitração é realizado em temperatura menor que a da fusão do metal, o que permite a infiltração da pasta com menor gasto de energia em comparação com o processo usual que utiliza o metal fundido. Este recurso utilizado por Pinheiro já fora anteriormente desenvolvido e testado pelo grupo de pesquisadores orientados pela professora Maria Helena.

Com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica de fabricação do espaçador do ventilador utilizando esse processo e sua real utilização no motor de um trator, Pinheiro usou um molde metálico especialmente projetado para o processo, sal grosso de granulação média e a liga de alumínio A356.0, a qual contém 7% de silício. O produto convencional é produzido por fundição da mesma liga. Necessitou de temperatura de 610 graus Celsius para chegar ao estado pastoso (90 graus menor que os 700 graus Celsius usados na fundição convencional da liga) e aplicou 9 toneladas de pressão para obter a infiltração do metal. A remoção do sal foi realizada através de lavagens sucessivas com água sob vibração em equipamento de ultrassom. O produto foi submetido a análises por tomografia computadorizada e microscopia eletrônica de varredura para atestar sua qualidade metalúrgica. As pesquisas, os ensaios dos materiais e a produção do componente foram realizados no laboratório da orientadora e os testes em motor na empresa em que o pesquisador trabalha, em Canoas (RS).

Para ele, “o mais importante é que desenvolvemos o processo completo para a fabricação da peça real, desde o projeto do molde para tixoinfiltração, as etapas de fabricação, as análises metalúrgicas, os ensaios mecânicos até o teste no motor, ou seja, todas etapas do desenvolvimento de um componente de motor o que não é usual em trabalhos acadêmicos”.

A peça foi montada em um motor e este submetido a testes em banco dinamométrico, que simula as condições de seu funcionamento em rotação máxima. Os resultados mostraram, segundo ele, que o componente desenvolvido no novo material pode apresentar em alguns casos perda de carga em parte dos parafusos de sustentação da peça, de maneira semelhante ao que pode acontecer na peça obtida de forma convencional. No entanto, este problema pode ser resolvido alterando a relação poro/metal.

Uma das vantagens do processo apontadas pelo pesquisador é a possibilidade de obter uma peça próxima à sua forma final, enquanto na fundição convencional o componente bruto necessita de processos de usinagens posteriores para acerto dos detalhes que permitem a montagem do componente no motor. O estudo lhe permitiu constatar a redução de certas operações de usinagem, mas acredita que o resultado pode ser melhorado até talvez a sua eliminação total, o que configura uma outra economia significativa de mão de obra e energia.

Mais especificamente, Pinheiro diz que as vantagens que o processo de fabricação do componente poroso apresenta sobre o atual obtido por processo de fundição convencional são: menores temperaturas de trabalho, o que implica em menores insumos energéticos; possibilidade de eliminação de operações de usinagem, com obtenção de componentes near net shape; e, principalmente, redução do peso do componente (da ordem de 70%).

Ao final da pesquisa, Pinheiro concluiu que o processo e produto desenvolvido são tecnicamente viáveis; que a utilização do cloreto de sódio iodado como agente bloqueador (sal grosso) é eficiente e que sua completa remoção é possível devido à interconexão dos poros; e que as qualidades metalúrgica e física do produto, além de seu acabamento e precisão dimensional podem ser considerados aceitáveis para utilização no motor. Embora mais testes sejam necessários para determinar estatisticamente o índice de confiabilidade do processo de produção proposto, os resultados autorizam afirmar que há viabilidade de utilizar um espaçador do ventilador com estrutura celular e que o maior benefício resultante é a significativa redução de peso. 

Fonte: www.cimm.com.br

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Conheça cinco tecnologias LED que vão dominar o mundo


Tela OLED permite produzir uma infinidade de cores e ainda é flexível. Foto: Wikimedia/Divulgação
Tela OLED permite produzir uma infinidade de cores e ainda é flexível

Foto: Wikimedia/Divulgação
Jonathan D. Machado

Olhe para esta pequena luz verde ou azul que indica que seu monitor, notebook ou tablet está ligado. Perceba como ela é precisa, controlada e pequena o suficiente para caber, muitas vezes, dentro do próprio botão "power".

Agora imagine se, no lugar dessa luz, houvesse uma lâmpada incandescente igual àquelas mais antigas: um bulbo de vidro quente e amarelado com dois centímetros de diâmetro no mínimo e que precisa ser substituído a cada ano. É assim que seria o mundo sem os LEDs.

Esse é apenas um exemplo de como os LEDs já mudaram o mundo atual, mas ainda podemos citar milhares de aplicações para esse pequeno componente eletrônico capaz produzir luz (quase) sem emitir calor. Mas que mudanças o LED ainda pode trazer para o futuro?

O que é um LED?

Assim como já explicamos anteriormente, o Diodo Emissor de Luz ("Light Emitting Diode", em inglês) é um componente eletrônico que tem a capacidade de produzir luz através da eletroluminescência, fenômeno em que fótons são liberados depois que uma corrente elétrica passa por um campo que excita e separa os elétrons.

Esse método tem várias vantagens se comparado às primeiras lâmpadas incandescentes inventadas por Thomas Edison há mais de um século. A primeira é a eficiência: menos de 10% da energia consumida por uma lâmpada comum é usada para produzir luz, o restante é desperdiçado em forma de calor. Já nos LEDs, essa eficiência ultrapassa os 80%.

Além disso, LEDs podem ser fabricados em tamanhos muito menores, além de serem mais confiáveis: a maioria dos primeiros LEDs fabricados nos anos 80 e 90 estão em uso até hoje. Ainda assim, esses componentes são utilizados mais como indicadores luminosos do que como fontes de iluminação para locais com pouca luz, mas isso está mudando rapidamente.

Aplicação

São raros os produtos eletrônicos produzidos atualmente que não utilizam nenhum LED, indo desde pequenos dispositivos Bluetooth USB até os sinalizadores nas asas dos aviões. Lâmpadas LED capazes de substituir as florescentes e fosforescentes ainda têm um preço de aquisição relativamente caro, mas esse valor é compensado em longo prazo, na forma de economia na conta de luz.

Na verdade, a produção em massa hoje barateou tanto os custos desses componentes que os LEDs são usados mesmo em locais que quase nunca são vistos por ninguém, como no interior dos computadores. Outros produtos mais complexos são derivados dos LEDs, como os diodos de lasers e a fibra ótica.

Além de servirem como indicadores luminosos e iluminação básica, os LEDs também têm substituído as lâmpadas convencionais em outras áreas, como nas famosas "TVs de LED" vendidas hoje. Essas telas (que não são feitas de LED) passaram a usar a luz do diodo para iluminar a imagem que aparece logo à frente no painel LCD, substituindo as lâmpadas brancas.

O Futuro do LED

Iluminação pública e semáforos

Muitas das maiores cidades do mundo estão substituindo as lâmpadas convencionais dos postes nas ruas por dispositivos LED, assim como já tem acontecido em São Paulo e Curitiba. Essas lâmpadas ainda custam mais que o dobro do preço se comparadas com as convencionais, mas a economia de energia e o custo de manutenção reduzido têm compensando cada vez mais.

Empresas como a Philips e a Pansonic têm trabalho incessantemente para desenvolver lâmpadas LEDs cada vez mais baratas e eficientes. Um exemplo é a EnduraLED, apresentada pela Philips no começo do ano, que tem o brilho equivalente à uma lâmpada incandescente de 60 Watts, mas consumindo 80% menos e durando até 25 vezes mais.

Os semáforos de trânsito também estão sendo beneficiados pela tecnologia, tendo suas lâmpadas substituídas por centenas de pequenos pontos de LED. Além de serem mais econômicos, os novos sinalizadores de trânsito produzem as luzes coloridas com muito mais brilho, não sendo ofuscadas pelo sol.

OLED

Diferentemente das TVs LCD com LED backlight, telas com o OLED podem ser chamadas de "TVs de LED" sem nenhum problema. Essa tecnologia usa uma versão melhorada do LED com compostos orgânicos de carbono, permitindo produzir uma infinidade de cores e ainda ser flexível.

Além de ser mais brilhante, uma tela de OLED dispensa completamente a luz de fundo, resultando em painel mais fino que qualquer outra tecnologia. Outro ponto notável do OLED é o contraste, que pode chegar aos 100%. Enquanto que o LCD usa pixels com um tom escuro de cinza para simular o preto, os pixels de OLED podem ser desligados individualmente, produzindo a ausência real de luz.

Alguns problemas não sanados, como o tempo de vida reduzido e distorção da cor azul, impedem que o OLED entre no mercado de vez, além do custo mais elevado que qualquer tecnologia nova possui. Ainda assim, gadgets modernos, como o PlayStation Vita, já estão apostando nas telas de diodo orgânico.

Quantum Dots

Um dos principais problemas que muitos fabricantes enfrentam com o OLED é a perda gradual da cor azul. Isso ocorre porque os diodos azuis usados para produzir o espectro de cor de cada pixel se desgastam mais rápido que o vermelho e o verde. É aqui que o "Quantum Dots OLED" entra.

Em vez de usar a junção de três diodos para formar todas as cores básicas (RGB), displays com a tecnologia Quatum Dots realizam variações nanométricas no tamanho do espaço por onde os pacotes de quantum passam, produzindo qualquer cor entre o vermelho e o violeta.

Dessa forma, o espaçamento entre cada pixel da tela pode ser menor, permitindo resoluções maiores sem alterar o tamanho do aparelho. Outra vantagem é o consumo de energia ainda menor que o do OLED.

As cores do QD-OLED também são mais reais, isso porque ele não precisa de combinações do verde, vermelho e azul para produzir espectros diferentes. Cada cor produzida pelos LEDs é pura, com muito mais definição.

LED na moda

O baixo consumo de energia e o tamanho reduzido do LED o tornaram próprio para ser usado como vestuário. Vários fabricantes estão empregando as luzes em roupas recreativas, como vestidos de festas e camisetas de balada.

Os japoneses são ainda mais ousados e estão utilizando o LED para deixar qualquer um com um sorriso realmente brilhante, colocando LEDs atrás dos dentes. A popularização desse tipo de moda iluminada pode parecer improvável hoje, mas é possível que aconteça de forma mais discreta e gradual no futuro.

Projeção de imagens

Um dos principais fatores que fazem os projetores ainda serem caros é o preço de suas lâmpadas. Elas não só têm um alto valor de aquisição, mas também exigem um aparato eletrônico complexo para ativá-las e resfriá-las, além de ter uma vida útil bastante curta. Isso pode mudar no futuro, graças ao LED.

LEDs já são usados para construir projetores de imagem muito menores que os seus predecessores que usam filamento de tungstênio jamais seriam, como é o caso do "nHD PICO", da Texas Instruments. Outros fabricantes, como a Sony, já anunciaram câmeras que não se limitam à apenas filmar em HD, mas que também podem projetar a imagem em alta resolução sem precisar de qualquer aparelho adicional.

A presença do LED em projetores de maior porte, como os do cinema, ainda é tímida, dado o alto custo que as lâmpadas de alta capacidade ainda têm. Mas, assim como já vem ocorrendo com a iluminação pública, é inevitável que as lâmpadas incandescentes na retroprojeção sejam aposentadas em poucos anos.
 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Procel Edifica é finalista do Prêmio Green Building Brasil

Fonte: Procel Info 
 
São Paulo - No próximo dia 26 de outubro acontece, em São Paulo, a primeira edição do Prêmio Green Building Brasil que tem como objetivo reconhecer indivíduos, empresas e organizações brasileiras por suas atividades sustentáveis. 
 
Na categoria "Políticas Públicas Sustentáveis", um dos três finalistas é o Procel Edifica. Além do Procel Edifica, estão na final os programas IPTU Verde e BNDES - ProCopa.

O Procel Edifica (Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações), desde que foi instituído, em 2003, ampliou as ações do Procel, que passaram a incluir ainda o incentivo à conservação e ao uso eficiente dos recursos naturais nas edificações, reduzindo os desperdícios e os impactos sobre o meio ambiente. 
 
O subprograma foi escolhido como finalista em razão da parceria firmada pela Eletrobras/Procel  com o Inmetro para o desenvolvimento do Regulamento Técnico da Qualidade do Nível de Eficiência Energética de Edificações Comerciais, de Serviços, Públicas e Residenciais.

O World GBC, organização não governamental da qual o Green Building Council Brasil faz parte, trabalha para assegurar que os edifícios verdes façam parte de qualquer estratégia global de redução de emissão de carbono. 
 
O processo de votação termina dia 24 de outubro e os vencedores do Prêmio Green Building Brasil receberão um troféu físico e outro eletrônico que será veiculado em seus site e redes sociais. Para votar, clique aqui.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Edifícios de São Paulo optam por reparação nas instalações elétricas

São Paulo - Segundo reportagem publicada na Revista O Setor Elétrico, em 2010, 90% dos edifícios da cidade estavam sem sistemas de aterramento. Um ano depois, metade dos síndicos optaram por realizar reparos ou reformas na instalação elétrica
 
 
São Paulo - Em 2010, um levantamento feito pelo Programa Casa Segura em edifícios com mais de dez anos de construídos na cidade de São Paulo pesquisou como estava a situação das instalações elétricas dos edifícios. 
 
Entre outros resultados, a pesquisa, que coletou dados em cerca de 100 edifícios, constatou que nove em cada dez edificações não tinham condutor de proteção e dispositivo de proteção residual.

Após um ano da realização do levantamento, de acordo com reportagem publicada na edição de julho da Revista O Setor Elétrico, uma nova pesquisa revelou que 48% dos síndicos que haviam participado do levantamento optaram por reparar parcial ou totalmente a instalação elétrica de seus prédios, realizando a troca da fiação dos quadros de luz, condutores, disjuntores e caixas de força.
 
Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra