quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Natal de luz, eficiência e durabilidade

Brasil - Tecnologia LED reduz custos na iluminação natalina. A medida, além de sustentável, pode representar uma economia de até 90% nos gastos com energia elétrica


Divulgação

Árvore de Natal do Ibirapuera

Pedro Silva e Tiago Reis, para o Procel Info

Brasil - Final de ano e as ruas das cidades ganham um colorido novo e um brilho especial. Durante esse período, a decoração de Natal encanta, com árvores, enfeites e ornamentos, adornando casas, empresas e espaços públicos por todo o Brasil. Nesse clima, no entanto, nem tudo é festa. 

O custo de tanta beleza pode surpreender, e é nessa hora que o consumo de piscas ineficientes e a falta de informação ameaçam transformar a noite feliz em um pesadelo.

Ameaçam, mas não se criam sob a vigilância da tecnologia LED. O Natal iluminado não está em apuros. Assim como existia uma solução para derreter o coração gelado do Grinch – personagem do autor norte-americano Dr. Seuss -, existe, hoje, um salvador de bolsos aflitos: o diodo emissor de luz, ou LED, na sigla em inglês. Essa tecnologia garante o brilho natalino, com uma maior economia. 

De acordo com o engenheiro Marcos Leporate, da empresa Efficientia, pertencente ao grupo Cemig, a utilização de LED nos enfeites de árvores de Natal gera um consumo ameno para o cliente residencial que quer trazer a atmosfera de magia para dentro de seu lar. 

”O consumo na fatura de energia, para os enfeites de árvore de Natal, será bem pequeno, algo em torno de 6 kWh para utilização de 30 LEDs por 12 horas dia, o que significa um gasto mensal de R$ 3,00 por mês, considerando uma tarifa de 0,50 R$/kWh”, observou. 

Se levadas em conta as cifras de piscas incandescentes, com 50W de potência, sob a mesma tarifa, a economia é visível. Para uma jornada de trabalho de 11 horas diárias – o período noturno -, o aumento da fatura fica em torno de R$ 8. Nada bonito. 

Já em ambientes externos e projetos de grande escala, o LED continua levando vantagem, mas, agora, é preciso observar as proporções da decoração planejada. 

“O uso de 10 mil LEDs gira em torno de 1800 kWh de consumo e um gasto de cerca de R$ 900,00 por mês considerando uma tarifa de 0,50 R$/kW”, analisou Leporate. 

A cidade gaúcha de Gramado, que há 27 anos realiza o maior evento natalino do país, é um exemplo do uso em larga escala. De 1º de novembro a 13 de janeiro, o município realiza o Natal Luz, com atrações pagas e gratuitas para todos os públicos. 

A comemoração, que surgiu como uma maneira de revitalizar a Festa Hortênsias, hoje tem também uma preocupação com o pensamento verde e, além de implementar o Projeto PET, onde 32 escolas do município reciclam garrafas para a produção de enfeites, adota a iluminação LED há sete anos. 

A utilização da tecnologia começou tímida, inicialmente apenas em carros alegóricos para economizar as baterias e ter maior autonomia nos desfiles. Mas com a drástica redução do consumo, associada à eficiência do diodo, as novas luminárias foram introduzidas em outros setores. 

Para o eletricista Sidnei Chaulet Gross, um dos responsáveis pelo projeto de iluminação da festa de Gramado, além do alívio ao consumo, a durabilidade é outro ponto forte da iluminação de LED em grandes eventos: 

“A economia é enorme. A lâmpada LED dura mais de 20 mil horas enquanto a convencional tem vida útil de no máximo seis mil horas. Sem contar que boa parte do LED pode ser reaproveitado de um ano para o outro. Estimo que desde que passamos a utilizar o LED na decoração de Natal, a redução nos gastos com energia elétrica foi de mais de 70%”, ressaltou Gross. 

"...desde que passamos a utilizar o LED na decoração de Natal, a redução nos gastos com energia elétrica foi de mais de 70%”
Em São Paulo, outro exemplo de decoração em grande escala também opta pelas vantagens do diodo emissor de luz e pela preocupação com a sustentabilidade. 

Promovida pelo Banco Santander em parceria com a Prefeitura de São Paulo, a árvore de Natal do Parque do Ibirapuera, este ano, possui 58 metros de altura, o que equivale a um prédio de 20 andares, e conta com mais de 500 lâmpadas stroble, 264 mil micro-lâmpadas de LED e 150 refletores para potencializar a iluminação, o triplo do que foi utilizado em 2011. 

Para minimizar o impacto energético da decoração, em 2012, toda a energia que mantém a árvore acesa será produzida no local. Foram instalados painéis solares e uma mini usina eólica, que vão garantir 50% da energia necessária para o funcionamento da árvore. No restante do tempo, a iluminação será realizada por geradores movidos a biodiesel de óleo vegetal.

De acordo com Fábio Trevisan, diretor de operações da agência Pepper, que há três anos é responsável pela criação e implantação do projeto, essas medidas provocam uma grande redução no consumo energético, evitando sobrecargas nas rede das concessionárias e ainda colabora como o meio ambiente. ”Com o LED, o consumo é muito baixo. 

Por hora, equivale ao consumo de cinco chuveiros. Na comparação com as lâmpadas convencionais, o gasto é de apenas 10%. E com as outras medidas, não utilizamos a energia produzida pelas concessionárias. Toda fonte de energia que utilizamos é limpa e somos nós que produzimos, o que reduz ainda mais os gastos com energia elétrica”, explicou Trevisan. 

O diretor de operações também destaca que a árvore de Natal do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, organizada pela agência e patrocinada pelo banco, seguem as mesmas medidas de sustentabilidade. O símbolo natalino, instalado no alto do Morro do Adeus, tem 18 metros de altura e está decorado com 88 mil microlâmpadas de LED, além de ser movido 100% a biodiesel.

De olho na segurança

A economia é fundamental. Indiscutível. Mas o bem-estar e segurança são os responsáveis por um Natal feliz. Para isso, acidentes provocados por enfeites devem ficar esquecidos em um passado distante, onde a informação era parca. Hoje, diante das novas tecnologias, especialistas orientam a melhor maneira de garantir os piscas natalinos como a única opção de iluminação das festas, sem a adição de luzes de ambulâncias e bombeiros. 

De acordo com o engenheiro da Efficientia, Marcos Leporate, o consumidor deve sempre optar por produtos certificados pelo Inmetro. Desta forma, ficam garantidas a qualidade do equipamento e a tranquilidade do lar. 

Leporate lista ainda cuidados na hora da instalação, como a separação da árvore de Natal de matérias inflamáveis e colocação do material em locais de difícil acesso às crianças. Segundo o engenheiro, da mesma forma, as adaptações devem ser evitadas mesmo com a baixa potência dos LEDs. “Mesmo com a baixa potência do conjunto de lâmpadas de LED, neste tipo de decoração deve ser avaliada a necessidade de uso de benjamins nas instalações, pois se for necessário o uso de muitos pisca-piscas deverá ser dada preferência ao uso de filtros de linha que possuem mais de uma tomada e fusível de proteção para o casa de sobrecargas”, revela. 

Em instalações externas e de grande porte, o acompanhamento de um técnico ou engenheiro, com registro no CREA, é fundamental.

Eficiência Energética - Projeto do IPT traça cenário para mudanças em instalações hidráulicas com melhorias econômicas e ambientais



Para uma empresa dispor de instalações hidráulicas mais eficientes, com custo operacional menor e redução nas emissões de gases de efeito estufa e de carbono, um dos maiores desafios está em solucionar o desperdício de energia em sistemas de bombeamento de fluidos. 

Um estudo recém-concluído no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) aponta as melhorias desses sistemas como uma possibilidade promissora de ganhos em eficiência energética entre todos os instalados nas indústrias, com um potencial maior de economia em comparação ao uso de energias alternativas.

Os resultados do projeto coordenado pelo engenheiro mecânico e pesquisador do Laboratório de Fluidodinâmica e Eficiência Energética do IPT, Marcos Tadeu Pereira, apontaram a necessidade de mudanças em três premissas para que as empresas alcancem bons resultados: acesso à informação e à disseminação de resultados, mudança no comportamento organizacional e adaptação da educação básica dos engenheiros às novas demandas. 

Perda de carga adicional provocada por esclerose de tubulação é um dos problemas enfrentados em instalações hidráulicas. Crédito foto: Braskem
 
A opção pelo estudo foi motivada pela pouca atenção dada ao tema, explica ele: “Quando se fala em eficiência energética, as pesquisas se concentram em processos térmicos para verificar a eficiência de caldeiras e fornalhas, mas sabemos que os processos de bombeamento instalados nas empresas, tanto no Brasil quanto em outros países, são muitas vezes ineficientes”.

O acesso à informação e à disseminação de resultados passa por uma sequência de três etapas: a primeira é conhecer os componentes-chave das instalações de bombeamento, como tubulações, motores e sistemas, e saber as alternativas disponíveis para melhoria de rendimento, enquanto a segunda está focada na caracterização física da instalação, que é necessária para definir o estado real da tubulação, dos acionadores e da operação, a fim de adquirir subsídios para escolher entre o projeto de um novo sistema ou a operação modificada da estrutura existente.

Cerca de 10% da energia total consumida nas operações industriais em países desenvolvidos é empregada em operações de bombeamento e, segundo o pesquisador, é possível melhorar de 20% a 50% a eficiência dos sistemas; os ganhos obtidos com as transformações ficam evidentes quando se considera, por exemplo, o ciclo de vida de uma bomba de 20 anos, durante o qual 95% dos custos referem-se aos gastos com energia, 2,5% ao valor da compra e os 2,5% restantes aos gastos em manutenção. 

“Uma indústria pode comprar um modelo de bomba mais eficiente em comparação a um concorrente e pagar mais caro, mas irá recuperar este valor do investimento com vantagens, pois gastará menos energia durante o seu uso”, completa o pesquisador.

O terceiro e último passo é a adoção de uma abordagem holística para melhorar a eficiência, lançando mão de ferramentas de monitoramento do consumo e dos processos mais atuais de baixa energia e baixa emissão de carbono, por exemplo. 

“Água, qualidade de ar e energia, tudo está interligado: portanto, é necessário projetar instalações eficientes, selecionar componentes adequados e projetar dutos segundo equações e coeficientes atualizados”, afirma ele.

Esta preocupação com o projeto de dutos passa pela mudança de paradigma nos centros de ensino com a reformulação dos conteúdos oferecidos nos cursos de engenharia. 

Além de pesquisador do IPT, Pereira é professor da disciplina de Mecânica dos Fluidos e afirma que a formação atual dos alunos não considera os processos de cálculos para melhorar a eficiência dos bombeamentos, estando distante da realidade brasileira: “As equações usadas nos cursos foram criadas para perda de carga e de energia na década de 1930. 

Foram feitas pequenas revisões em suas fórmulas nas décadas de 1960 e 1990, mas elas são basicamente as mesmas e não são adequadas às tubulações usadas no Brasil”. 

Os resultados são o superdimensionamento das bombas, em função do cálculo de um valor de carga maior do que o real, e a necessidade de instalação de válvulas para restrição da saída, com maior gasto de energia e aumento da ineficiência.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – Cada vez mais as grandes empresas estão sendo ‘cobradas’ por resultados do chamado triple bottom line, que é a base tripla da integração social, desenvolvimento econômico e renovação ambiental. 

A necessidade de responder por ações além das planilhas de receitas está trazendo a necessidade de investimentos em tecnologias inovadoras a fim de fornecer respostas como o impacto das operações no meio ambiente e os índices de pegada de carbono, mas esta é uma questão recente e ainda de difícil tratamento pelas empresas. 

A maioria das ações governamentais internacionais é posterior a 2002 e grande parte dos estudos só começou a ser feita a partir de 2005; no Brasil, completa Pereira, somente agora é possível perceber a importância crescente do assunto, como a implantação de grupos corporativos que tratam de eficiência energética em empresas como Petrobras, Braskem e Sabesp.

“Um dos maiores desafios, e talvez seja o maior, é convencer os gerentes das instalações de bombeamento da importância da eficiência energética. 

Em uma estação de bombeamento de água, por exemplo, a preocupação maior dos profissionais responsáveis está na manutenção do fornecimento de água e no gerenciamento dos processos”, explica Pereira, justificando a necessidade de convencer primeiro a alta direção para que a decisão da implantação do projeto seja tomada de cima para baixo. 


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Arquiteto grego projeta residência com eficiência energética


| Foto: Digsdigs
Uma casa sustentável e moderna foi construída na cidade de Attica, na Grécia. O modelo é uma inspiração para os que querem projetar uma residência ecológica sem perder o conforto e a aparência de uma construção tradicional.

A arquitetura foi desenvolvida pelo arquiteto Nikos Koukourakis junto a seus associados. Muitos profissionais ao projetarem casas ecológicas colocam no papel muitas ideias interessantes, mas pouco viáveis. Não é o caso deste projeto. Bem similar a uma residência tradicional, o projeto apostou em características sustentáveis aplicáveis.

A casa foi pensada para se conectar com um jardim com grandes aberturas em vários cômodos o que também proporciona uma bela paisagem verde aos moradores. 

Dentro da residência foram colocadas janelas de alumínio com sistema térmico e vidro triplex, impedindo que o calor escape de dentro do ambiente nos dias frios, economizando no aquecimento.

Além disso, cerca de 70% dos aparelhos de iluminação usam LED e ainda contam com sistemas de acendimento automático para economia de energia. 

As janelas também são bem amplas, o que ajuda a aproveitar a luz natural durante o dia.

Toda a seleção de materiais, acessórios e iluminação foram questões pensadas pelo arquiteto Koukourakis. 

Um dos detalhes interessante é a ponte que liga a entrada principal da casa. A preferência pela cor branca do edifício, as linhas simples da casa e as aberturas ajudam a destacar o cenário verde. 

Com informações do Espaço decorado e Yatzer.

Falhas no sistema elétrico provocam interrupção de 8308 MW de carga no final de semana


Cerca de 12 estados foram afetados; CMSE se reúne nessa segunda-feira (17/12) para analisar as causas das ocorrências
Por Wagner Freire, de São Paulo (SP)


Crédito: gettyimages



No último final de semana ocorreram duas interrupções de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Somadas, foram 8308 MW de carga não transmitidas, deixando várias regiões do País no escuro. 

Segundo Informativo Preliminar Diário da Operação (IPDO), no sábado (15/12), às 17h55, ocorreram múltiplos desligamentos no SIN nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Naquele dia, "houve a interrupção de 8166 MW de carga”, e além dessas regiões, “afetaram também Acre e Rondônia”. No total, foram 12 estados afetados por essa primeira interrupção de eletricidade, sendo que São Paulo e Paraná foram os mais afetados.

Embora o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirme no IPDO que a causa do desligamento ainda não pode ser precisada, o órgão pondera que o tempo estava "chuvoso e tempestuoso na região Centro-Oeste".

"Houve a separação do SIN entre Brasília e Minas Gerais, ficando o Centro-Oeste interligado com as regiões Norte e Nordeste. E a região Sudeste (em Minas Gerais) com a região Sul", detalha o documento. "Também houve a separação do Mato Grosso com a região Acre/Rondônia".

O sistema só foi normalizado por volta das 20h00. "Além dos equipamentos de transmissão, houve perda significativa de geração em todas as regiões do País", completa o informativo.

Ocorrência 2
No domingo (16/12), houve um nova interrupção no sistema elétrico, essa causada pelo desligamento automático das linhas de transmissão Castanhal-Vila do Conde e Castanhal-Utinga, em 230 kV, de responsabilidade da Eletrobras Eletronorte. Assim como na outra interrupção, ainda não foi possível identificar o motivo da falha.

A interrupção causou um corte de 142 MW de carga da Celpa, na zona Bragantina do estado do Pará. A normalização só ocorreu às 20h44, cerca de 40 minutos depois do blecaute.

CMSE

Ainda no domingo, o Ministro Edison Lobão presidiu uma reunião extraordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para avaliar a perturbação ocorridas no sábado no (SIN).

A reunião, convocada pelo ministro, contou com a participação do Secretário-Executivo do Ministério, Márcio Zimmermann, do Diretor-Geral da Aneel, Nelson Hubner, do Diretor-Geral do ONS, Hermes Chipp, do Diretor Presidente da Eletrobras Furnas, Flávio Decat, além de outros dirigentes.

Segundo o MME, a ocorrência de sábado teve origem nas instalações da hidrelétrica Itumbiara, de propriedade da Eletrobras Furnas, localizada em Goiás.

Ainda no domingo, por determinação do Ministro, uma equipe técnica do Ministério, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ONS se deslocaram para Itumbiara com o objetivo de analisar “in loco” a ocorrência.

Seguindo os procedimentos de rede do SIN, o ONS coordenará reunião nesta segunda-feira (17/12), quando os agentes envolvidos analisarão as causas da ocorrência.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Programa da Celesc vai ajudar empresa à economizar energia em SC

Investimento do programa "Indústria + Eficiente" será de R$ 5,9 milhões

A Tigre, multinacional brasileira na fabricação de tubos, conexões e acessórios, anunciou na sexta-feira (14/12), que vai investir R$ 5,9 milhões em 2013 para implementar um projeto que visa a redução do consumo de energia elétrica na fábrica de Joinville, em Santa Catarina. 


Com isso, a empresa prevê economizar 5 mil MWh por ano, o equivalente a 10,54% do seu consumo anual. 

O projeto, financiado pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), distribuidora local de energia elétrica, foi escolhido em primeiro lugar no Estado, por meio da ação “Indústria + Eficiente”, que incentiva a indústria para investir em programas de eficiência energética.

“Ficamos muito satisfeitos com esse anúncio por dois motivos: nosso projeto foi selecionado com uma nota alta seguindo os critérios da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e porque daremos continuidade e até fortaleceremos nossos programas de redução de consumo de energia, iniciados em 2011. 

Com esse projeto, uma das metas é diminuir a demanda em cerca de 600 kW no horário de “pico do uso da energia”, afirma o diretor corporativo de Tecnologia e Qualidade da Tigre, Rogério Kohntopp.

Ao todo, quatro equipamentos serão substituídos e 80 sofrerão alterações tecnológicas. Todos fazem parte do parque fabril de tubos e conexões da Tigre e que, após serem desativados, serão encaminhados para reciclagem pela própria empresa. 

A ação “Indústria + Eficiente” foi lançada pela Celesc e pelo Governo do Estado no dia 17 de agosto para selecionar e financiar, a juro zero, projetos de eficiência energética em instalações industriais. 

Cerca de 25 projetos foram inscritos a um custo total de mais de R$ 38 milhões. 

Os projetos receberam nota com base em cálculo determinado pela Aneel, considerando energia economizada, redução de demanda e relação custo-benefício.

Da redação

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Eficiência Energética - São Paulo ganha táxis híbridos




A prefeitura de São Paulo entregou nesta terça-feira (11) 20 táxis híbridos à cidade. Eles fazem parte do primeiro lote de uma frota inédita no Brasil, que terá 116 automóveis. 

Segundo a prefeitura, os carros têm dois motores, um elétrico e outro a combustão, o que reduziria o consumo de combustível e diminuiria em até 40% a emissão de poluentes.

Os táxis híbridos foram incorporados em frotas de 10 empresas de táxis associadas à Associação das Empresas de Táxis do Município de São Paulo – Adetax. 

Cada veículo, modelo Toyota Prius, custou R$ 120 mil, mas a economia em combustível acaba compensando o valor do automóvel, pois o motor elétrico trabalha sozinho até o veículo atingir a velocidade de 50 km/h. 

A partir dessa velocidade, o próprio carro entende que é necessária mais força para movimentá-lo e, então, o motor à combustão é acionado automaticamente.

“Numa cidade como São Paulo, onde o trânsito é intenso e as velocidades das vias são baixas, acabamos utilizando pouquíssima gasolina com esse carro. 

A economia no bolso aumenta e o lucro no final do mês, consequentemente, também vai crescer. Além disso, o meio ambiente agradece”, disse o taxista Francisco Martins.

Com um tanque de combustível com capacidade para 45 litros, os veículos híbridos chegam a fazer 25,5 quilômetros por litro, e têm autonomia de até 1.150 quilômetros, consumindo 50% menos combustível, dependendo do modo de condução, se comparado a um veículo modelo 1.0. 

Além disso, a bateria do motor elétrico é carregada conforme o veículo roda, e não na tomada, o que não requer investimento em infraestrutura.

(Prefeitura de São Paulo)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Edifício JK 1455 é o primeiro LEED Gold de Operação e Manutenção do Brasil


Prédio recebeu a certificação depois de aprimorar várias técnicas para a redução de seu impacto ambiental
Clipping/ Brasil Engenharia










O Edifício JK 1455, triple A localizado na Avenida Juscelino Kubitscheck, em São Paulo recebeu a certificação LEED Gold EB O&M. 
Esta é a primeira vez no país que um edifício existente, depois de aprimorar várias técnicas para a redução de seu impacto ambiental na fase de uso e manutenção, obtém a certificação nível Gold concedida pelo U.S. Green Building Council.
“O processo, desde a contratação da consultoria até a obtenção da certificação, durou dois anos. 
No primeiro, o trabalho concentrou-se na obtenção de dados, fornecimento de documentos e ajustes para o início das medições. 
No ano seguinte houve o engajamento dos usuários e das equipes e a implementação das políticas”, afirma Hilton Rejman, diretor de Desenvolvimento da CCP – Cyrela Commercial Properties.
O envolvimento e mudança de hábitos dos usuários do edifício foram potencializados por programa educacional de divulgação das ações, visando o baixo impacto ambiental.

Estão em processo de certificação LEED-EB O&M outros dois edifícios triple A da empresa na cidade de São Paulo (Faria Lima Financial Center e JK Financial Center). 
Além de certificar empreendimentos já construídos, a CCP também já obteve a pré-certificação LEED-NC Core & Shell para os edifícios em construção CEO – Corporate Executive Offices, Thera Corporate e Torre Maratazzo, além dos shoppings Cidade São Paulo, Tietê Plaza Shopping e Metropolitano Barra.