quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Equipe de Eficiência Energética da UFSC participa de documentário de produtora inglesa



Equipe e3 selecionada para participar de documentário. Foto: Maria Luiza Buriham















A Equipe de Eficiência Energética (e3) foi selecionada para participar do documentário sobre a competição Shell Eco-Marathon Americas da produtora inglesa, Darlow Smithson Productions. 


Os responsáveis pelas gravações, Walter Nonuk e Tatiane Feres, chegaram no dia 15 de fevereiro, e devem permanecer em Florianópolis cerca de um mês para acompanhar o passo a passo dos estudantes na execução do projeto do veículo para disputa em eficiência energética. 

Além da e3 foram escolhidos mais três grupos: um no Canadá e dois nos Estados Unidos.

A produtora lançará dois filmes de seis minutos para o site da Shell e um documentário com duração de uma hora, contando a história da equipe desde a construção do carro, passando pelos desafios que aparecem durante os testes, até a expectativa para a competição em Houston, no Texas. 

“O filme é sobre as pessoas que fazem o carro, a ideia é mostrar quem é essa geração nova que está construindo coisas novas. É mostrar a paixão que as pessoas colocam num projeto como esse”, explicou Feres, assistente de direção.

Walter Nonuk ressalta que “o documentário é uma forma de promover as equipes que já participaram da competição e também para estimular estudantes a criarem novos projetos sobre eficiência energética”. 

O primeiro vídeo deve estar disponível a partir do dia 1° de março. Além disso, será criada uma página para cada grupo selecionado, onde serão postados fotos e clipes sobre os bastidores das gravações.

A e3 existe desde 2009 e é formada por estudantes dos cursos de Engenharia da Automação, Eletrônica, Elétrica e Mecânica, Física, Design e Jornalismo; sob a orientação do professor Henrique Simas, do Departamento de Engenharia Mecânica. Nos últimos três anos, disputou provas nacionais e, em abril de 2012, ficou em sétimo lugar na 6ª edição do Shell Eco-marathon Americas.

Para Simas o documentário é uma oportunidade de mostrar o trabalho da equipe, que tem se esforçado muito para a execução do projeto. “Eu falo para o time, formado por mais de 20 estudantes, que o fato de nem todos viajarem para o Texas, não significa que eles não têm reconhecimento no trabalho desenvolvido dentro da equipe”. 

O professor ressalta que “alguns alunos têm dificuldade de estar na sala de aula às 8 da manhã, mas chegam a ficar até as 4 da manhã resolvendo problemas com o carro”.

A Shell Eco-Marathon tem 28 anos e as competições são realizadas em três continentes: Europa, América e Ásia. A disputa é dividida entre as categorias Protótipos e Conceito Urbano. Na primeira os veículos são futuristas e devem atingir a altura máxima de 100 cm. Já na segunda categoria, os carros são mais parecidos com os veículos disponíveis no mercado.

Texto: Rosângela Menezes

Fechamento de Motor Elétrico 12 Pontas



Níveis de Tensão


Dentre os tipos de motores elétricos disponíveis no mercado um que se destaca é o motor de 12 pontas. Este tipo de motor disponibiliza doze terminais de interligação que faz com que possamos alimentá-lo com até quatro níveis diferentes de Tensão, por exemplo: 

220V
380V
440V
760V

Tipos de FechamentosEstes doze terminais de interligação referem-se a seis conjuntos de bobinas que constituem o motor elétrico. Para cada nível de tensão requerido teremos uma forma de realizar o fechamento de suas bobinas. São basicamente quatro tipos de fechamento, são eles: 

Duplo Triângulo (220V)
Duplo Estrela (380V)
Triângulo (440V)
Estrela (760V)

Fechamento Duplo TriânguloEste tipo de fechamento fará com que seja possível a conexão motor na menor tensão suportada por ele, em nosso exemplo 220V. Partindo do pressuposto que independente da tensão de alimentação, o motor de 12 pontas sempre receberá em seus Enrolamentos o mesmo nível de tensão e que em nosso exemplo, cada bobina permanecerá com 220V, temos abaixo o esquema elétrico de um fechamento para a tensão de 220V que por sinal é a menor tensão que este motor suporta: 


Obs.: “Tendo em vista que este fechamento assemelha-se com um circuito paralelo, o fechamento duplo triângulo ao ser conectado a rede de alimentação de 220V recebe em cada uma de suas bobinas os mesmos 220V da rede elétrica.”

Fechamento Duplo EstrelaNeste fechamento temos a disposição das bobinas do motor a fim de alimentá-lo com uma tensão de 380V. Por se tratar do mesmo motor, temos que levar em consideração que cada bobina do motor elétrico trifásico receberá um nível de tensão de 220V, desta maneira vamos realizar o fechamento considerando as características de Tensão de Fase e Tensão de Linha aplicado aos seu enrolamentos, observe: 

 

 Obs: Com a Tensão de Linha de380V representadas em R, S e T temos, respectivamente, as Tensões de Fase de 220V em cada uma das bobinas, sendo que: 


Este tipo de fechamento “comporta-se” como um circuito em série, logo, existe a divisão de tensão entre os conjuntos de bobinas associados.

Fechamento TriânguloQuando a necessidade é interligar o motor a uma tensão de 440V, então realizamos o fechamento triângulo. Levando em consideração as características apresentadas anteriormente, permitiremos através deste fechamento que cada um dos enrolamentos receba o mesmo nível de tensão dos fechamentos duplo estrela e duplo triângulo, ou seja, 220V. Veja: 



Obs.: No fechamento em triângulo o motor será configurado a fim de receber a tensão de 440V, observe que, teoricamente a tensão de fase seria de 440V mas o fato de associarmos os enrolamentos em série permite que esta tensão seja dividida entre os dois enrolamentos fazendo com que cada um receba 220V

Fechamento EstrelaQuando há necessidade de interligar o motor de 12 pontas em um nível elevado de tensão fazemos o uso do fechamento estrela para o motor de 12 pontas. 



Levando em consideração as características apresentadas anteriormente, permitiremos através deste fechamento que cada um dos enrolamentos receba o mesmo nível de tensão dos fechamentos duplo estrela e duplo triângulo, ou seja, 220V.

Observe que os conjuntos de bobinas são associados em série a fim de garantir a distribuição da tensão de fase de forma proporcional a cada uma. Sendo a tensão de Linha (Alimentação ) de 760V podemos deduzir que a tensão de fase será de 440V: 


Esses 440V divide-se entre os dois conjuntos de enrolamentos e cada um receberá respectivamente 220V como podemos observar na ilustração acima

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Incandescente, halógena, de LED ou fluorescente? Economize na lâmpada

Engenheiro explica a diferença entre elas e indica a fluorescente para diminuir gastos

por Ana Flora Toledo

Incandescente, halógena, de LED ou fluorescente? Economize na lâmpada title=

Está montando uma casa ou simplesmente quer mudar os hábitos para ter mais grana no bolso? Uma medida simples e capaz de promover uma economia enorme é escolher a lâmpada certa para iluminar os cômodos.
É o que explica o professor do curso de Engenharia Elétrica da Fundação Educacional Inaciana (FEI) Reinaldo Lopes. “Uma lâmpada de 100 W ligada por uma hora, equivale a 100 Wh de consumo. Ligada durante dez horas por dia, equivale a 1 kWh. Portanto, em 30 dias temos 30 kWh, que a R$0,35/kWh, gera um gasto de R$10,50. Pensando que isso é somente com uma lâmpada, é possível dimensionar o gasto absurdo todo mês”, alerta.
Segundo o especialista, as mais indicadas são as fluorescentes. Entenda por quê:
Incandescentes - Produzem luz pela passagem da corrente elétrica em um condutor muito fino que se incandesce (daí o nome) e emite luz e calor na proporção de 10% de luz e 90% de calor (radiação infravermelha), por isso gastam muita energia. A vantagem é a reprodução de cor ideal, que dá sensação de ambiente aconchegante. A desvantagem é o grande desperdício de energia, além de possuir vida útil muito curta (1000 h). No Brasil as incandescentes deixarão de ser fabricadas gradativamente, começando com as de grande potência (200 W, 150 W).
Halógenas - São uma incandescente melhorada, com a vantagem de ter uma vida útil dobrada se comparada com a normal, além de existir lâmpadas de grande potencia e tamanho pequeno. Para uso residencial existem as lâmpadas dicroicas (55 W e 35 W), que são uma halógena com um refletor acoplado que elimina o calor da área iluminada.
LED - A tecnologia LED (diodo emissor de luz em inglês) é bastante recente e cada dia se apresentam novidades. Possuem baixíssimo consumo (3 W em media), porém com custo inicial ainda muito alto, inviabilizando o seu uso em instalações residenciais mais simples.
Fluorescentes - Funcionam de maneira diferente das incandescentes, baseando-se no principio da radiação ultravioleta que provocam fluorescência na pintura interna do tubo de vidro, emitindo luz. Conforme a pintura interna dessas lâmpadas a cor da luz pode variar (desde o branco intenso até a luz negra).  

Utilizam reator para o seu funcionamento, o que aumenta o custo. Existem diversas tecnologias modernas (modelos T5 ou T8) que produzem lâmpadas com eficiência luminosa cada vez maior e tamanho menor, porém com custo elevado. Contudo, mesmo assim, o custo/beneficio dessas lâmpadas ainda é maior.  

Uma solução mais adequada é a utilização das lâmpadas fluorescentes compactas ou lâmpadas eletrônicas, de baixo consumo (9, 13, 20 e 23 W) e luminosidade boa podendo ser encontrada com luz branca ou amarela. 

Estas lâmpadas possuem Fator de Potencia baixo (+/- 0,4), fazendo com que uma lâmpada de potencia 23 W (equivalente a uma potencia de 100 W incandescente) consuma uma potencia de 23/0,4 W, ou seja, 57,5 W. “Essas lâmpadas compactas de 23 W equivalem em energia luminosa a uma lâmpada de 100 W, gerando uma economia de 42,5 %”, orienta o engenheiro Reinaldo Lopes.
Conheça no vídeo o que são as Casas Positivas, residências 100% ecológicas que misturam design e ecologia e produzem mais energia do que consomem.

Eletrobras Procel e Sebrae: parceria a serviço da eficiência energética

Rio de Janeiro – A Eletrobras Procel Indústria e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RJ) desenvolvem ferramentas para informar sobre uso eficiente de energia e água nas empresas


Ivana Varela, para o Procel Info

Rio de Janeiro – Duas ferramentas computacionais capazes de prever a otimização de recursos por micro e pequenos empresários, além de permitirem também o planejamento melhor dos seus gastos, foram desenvolvidas através de uma parceria da Eletrobras Procel Indústria juntamente com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RJ). 

O objetivo principal dessas ferramentas chamadas “Auto Avaliação” e “Avalie” é contribuir para identificar o potencial de conservação de energia e, desta forma, aumentar a competitividade e a produtividade das micro e pequenas empresas brasileiras.

O software Auto Avaliação tem por objetivo levantar dados e informações preliminares para orientar os empresários, principalmente de micro e pequeno portes, quanto ao nível da eficiência no uso da energia e água em suas atividades, contribuindo para identificar potenciais de conservação de energia e, desta forma, aumentar a competitividade e a produtividade das micro e pequenas empresas brasileiras. 

Já o Avalie, por sua vez, faz uma avaliação do desempenho energético de cada micro e pequena empresa comparando-o com o desempenho energético de um grupo de empresas do mesmo setor no período de 2001 a 2003. 

Fernando Perrone, gerente do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobras, explica como funciona os dois softwares na prática: “A avaliação é dividida em duas etapas. 

Na primeira, é realizada uma análise do comportamento praticado pela empresa em três áreas que influenciam o perfil de uso da energia e água: práticas de gestão, instalações e aspectos construtivos, com base num questionário que deverá ser respondido pelo empresário. 

Na segunda etapa, há a avaliação do estágio em que se encontra a empresa quanto ao uso da energia, apontando os pontos que podem ser melhorados. O sistema encaminha também automaticamente as respostas do questionário para o Sebrae, compondo um quadro geral do setor, sendo possível comparar o seu resultado com a média das outras empresas do segmento. 

Vale a pena ressaltar que os dados das empresas não são divulgados nominalmente. O Avalie, por outro lado, faz uma avaliação do desempenho energético de cada micro e pequena empresa. 

Tal como o Auto Avaliação, o acesso ao Avalie é online e, ao acessá-lo, o empresário lança os dados de sua empresa no sistema e recebe um relatório comparando o seu desempenho energético atual com o desempenho energético de empresas do mesmo setor no período de 2001 a 2003”, completa. 

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no estado do Rio de Janeiro, Sebrae, foi uma das primeiras instituições do estado a se dedicar ao tema eficiência energética. Desde 1974, por meio do “Programa Sebrae de Eficiência Energética”, começou a desenvolver e aplicar a metodologia nessa área. 

O objetivo do programa é contribuir para o desenvolvimento sustentável, ajudando esse segmento a implementar ações relacionadas ao uso eficiente da energia, e promover a busca contínua de “boas práticas” no uso de todas as formas de energia pelos empresários, gerando, assim, ganhos efetivos de competitividade aos empreendimentos, além de maior equilíbrio ambiental. 

Na parceria, o Sebrae atua promovendo desde o estudo, a avaliação e o desenvolvimento de técnicas mais econômicas e eficientes para o uso da energia nesse segmento, até a elaboração de manuais e a conscientização de funcionários e empresários. 

Para alcançar este objetivo, o Sebrae estabelece parcerias com instituições renomadas do setor, como foi o caso da Eletrobras Procel, abrangendo desde o desenvolvimento de projetos conjuntos até a disponibilização de conteúdos de interesse produzidos no âmbito do programa. 

Os softwares de computador são apenas um dos diversos produtos do convênio firmado entre o Sebrae-RJ e a Eletrobras. O desenvolvimento dos softwares levou cerca de um ano e recebeu investimentos de R$ 28 mil, sendo aproximadamente R$ 20 mil só da Eletrobras. 

Os softwares estão disponíveis gratuitamente para download no site do Sebrae Nacional.

O engenheiro eletricista Ricardo Wargas, que há 11 anos é responsável pela gerência de inovação e acesso à tecnologia do Sebrae, participou e desenvolveu diversas ações nesse campo, entre diagnósticos, cursos, palestras, missões técnicas, acumulando experiências e se tornando grande conhecedor no tema eficiência energética, sempre voltado aos pequenos negócios. 

Para ele, a eficiência energética é uma das questões mais importantes da atualidade e é fácil entender porque está na pauta de chefes de Estado, dirigentes de grandes corporações mundiais, cientistas, formadores de opinião, entre outros. 

“O tema também é fundamental para o Brasil, tanto que, recentemente, o governo criou mecanismos para reduzir as tarifas de energia elétrica. 

A decisão visa estimular a economia e aliviar custos do setor industrial”, diz ele. 

A Eletrobras considera que esse tipo de iniciativa agrega valor a um produto que oferece uma energia limpa e sustentável para a sociedade. O uso eficiente de energia faz parte do DNA da Eletrobras desde sua criação, e foi reforçado com o início do Procel na década de 80. 

Acredita-se que estes softwares irão trazer muitos benefícios para os empresários, mas também para a sociedade como um todo, que terá mais energia disponível para o crescimento da economia. 

Os softwares estão disponíveis gratuitamente para download no site do Sebrae Nacional em Auto Avaliação e Avalie

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Eficiência energética e sustentabilidade


Por José Starosta*, na Sala Infraestrutura do Brasilianas.org
Como sempre, apenas com o nível de água nos reservatórios brasileiros beirando o limite que o alerta da sociedade é ligado. 


Nesse momento, os jornais são inundados de reportagens a respeito dos problemas enfrentados pelo País no setor, seja sobre como e onde investir recursos para evitar o temível apagão, seja sobre o iminente racionamento de energia. Sofrem os cidadãos, sofre a indústria, e um clima de incerteza paira no ar. 

Aí então aparece o mesmo culpado de sempre: São Pedro. 

Para que os fatos acima citados não ocorram novamente, algumas medidas práticas podem colaborar no curto prazo para evitar o clima de desespero que geralmente se instala. 

Aliviar o consumo de energia é uma delas. Para isso, é fundamental fazer o diagnóstico de cada instalação. Tanto em uma indústria, quanto em prédios comerciais, shopping centers ou residências, o primeiro passo é entender quais são as cargas, o consumo maior em função do que se tem instalado. 

A partir do momento em que isso for identificado por meio de diagnóstico, é necessário começar a aplicar técnicas, como novos métodos de consumo e mudanças na forma de trabalhar, bem como investir em tecnologias, como a modernização dos equipamentos em função do tipo de carga que está sendo alimentada.

É importante salientar que o gasto de energia pode ser dividido em duas partes: de um lado a potência dos equipamentos e, de outro, o tempo de uso - como são usados esses equipamentos. 

Trocar lâmpadas ajuda, mas, fundamentalmente, é importante identificar o funcionamento e uso de outros itens: como a roupa é lavada e secada, como a louça é lavada, como o aquecedor funciona, se existe ou não uma ajuda solar. 

A própria rotina de uso ajuda a reduzir a energia e a garantir a manutenção dos equipamentos. Por exemplo, geladeiras com borrachas não adequadas e sistemas não atualizados são grandes vilões em termos de eficiência energética. É preciso ficar atento e periodicamente fazer uma revisão dos componentes. 

Em residências, uma simples mudança de comportamento reduz de 15% a 20% o gasto com energia. Em prédios comerciais varia, podendo ser reduzido 10%, 15% até 20%. Em indústria, é possível atingir uma redução de 10%. 

Essas medidas não resolvem, mas ajudam muito, na medida em que evitam o desperdício de energia enquanto não há um programa conjunto de ações e investimentos em eficiência energética. 

No Brasil, existem programas interessantes, como o Programa de Eficiência Energética (PEE) da ANEEL, que, no início garantia recursos para projetos de eficiência energética, mas acabou se transformando em um programa de viés social, com foco na troca de equipamentos para cidadãos de baixa renda. 

As próprias indústrias e corporações também têm os seus programas. São investimentos isolados que, se bem dimensionados e incentivados, poderiam fazer uma grande diferença. 

Outra forma de incentivar ações de eficiência energética no País é investir em conhecimento técnico. As escolas deveriam formar pessoas e a sociedade deveria estar mais informada sobre o tema, pois no momento em que se começa a entender que eficiência energética está relacionada à sustentabilidade e que deve ser uma ação estrutural nas empresas, os projetos começam a sair. 

Vale destacar que esse é um investimento que se paga muito rapidamente, porque à medida que os custos passam a ser mitigados com a própria conta de energia, o projeto torna-se autofinanciado. 

Além disso, agregam valor, como qualidade de energia, produtividade, redução de insumos, redução de água e aumento de confiabilidade nas indústrias.

*José Starosta, engenheiro, é presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia – ABESCO

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Em fase de teste, bandeira tarifária permite planejar consumo

Em 2013, a Aneel vai introduzir o sistema de Bandeira Tarifária, que vai informar ao consumidor se ele vai pagar mais caro ou mais barato pela energia que consome, de acordo com o custo da geração. Em 2014, será obrigatório


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a partir de 2014, vai implantar um sistema no qual o consumidor vai saber, 


antecipadamente, se vai pagar mais caro ou mais barato pela energia elétrica que vai utilizar, a depender das condições de geração da eletricidade. É a Bandeira Tarifária, que já está em fase de teste, em caráter educativo, até o final de 2013.

Com a novidade, as contas de energia virão indicando as variações de preço com uma bandeira, que poderá ser verde, amarela ou vermelha. As distribuidoras de energia divulgarão, na fatura, a simulação da aplicação das bandeiras para o subsistema de cada região do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Atualmente, os custos da geração e as diferenças de demanda da energia já são repassados ao consumidor residencial, no entanto, é feito de uma vez só, no reajuste tarifário anual. Para a indústria, já há uma diferenciação, porém é feita por horário em um período fixo, explica José Starosta, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Conservação de Energia (Abesco).

Para ele, a Bandeira Tarifária poderia ter sido implantada há mais tempo, como forma do consumidor se planejar para equilibrar o consumo, já que teria noção do custo da energia para o mês seguinte.

Apagão“O Brasil consumia cerca de 430 terawaltt-hora por ano (TWh/ano) em 2011. A sociedade aprendeu a economizar no “apagão” de 2001, depois relaxou um pouco. Ao contrário do restante do mundo, estamos muito bem de potencial energético. Tem água no Sul e Sudeste. No Nordeste, tem um vento fantástico. Mas a eficiência energética é muito importante”, analisa Starosta.

Por causa da baixa nos reservatórios e o consequente uso da energia das termelétricas – que é mais cara -, a indicação apresentada seria a bandeira vermelha, o que significa que a tarifa estaria mais cara próximo mês. Conforme o consultor de energia da Federação das Indústrias do Ceará (Fiece), Jurandir Picanço, a alta não seria na mesma proporção do desconto dado pelo Governo Federal às contas de energia, mas certamente, reduziria o corte.

“Esse mecanismo é muito salutar. Na situação que estamos agora, seria a bandeira vermelha, que corresponde o valor da tarifa superior ao da normal. Se começar a chover muito, o preço vai cair e a bandeira muda”, exemplifica Picanço.

O especialista afirma que o novo sistema é bom para a indústria, que pode se planejar para fazer um estoque no caso de energia mais barata ou reduzir a produção em caso de energia mais cara. “Se você tem que pagar, é melhor que você saiba que está pagando do que levar um susto depois. É uma alternativa inteligente, porque o consumidor participa mais efetivamente sua conta”.

ENTENDA A NOTÍCIA

Com a Bandeira Tarifária, as contas de energia irão detalhar o preço que o consumidor paga pela geração. O usuário saberá, por exemplo, se a energia é gerada por hidrelétricas (mais baratas) ou térmicas ( mais caras)

SERVIÇO

Cartilha da Aneel sobre como economizar energia: 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cartilha fornece dicas de eficiência energética para micro e pequenas empresas

Por Portal EcoD

A energia movimenta o mundo. Para que ela e os demais recursos naturais não acabem de vez, a ordem é consumir apenas o necessário, sem desperdícios. 


Este princípio da economia verde, ou seja, a aplicação da sustentabilidade nos negócios, é uma atitude inteligente e de bom senso de quem pensa no presente e no futuro do planeta, segundo a cartilha Eficiência Energética, da série Ideias de Negócios Sustentáveis do Sebrae.

Uma análise profunda e cuidadosa de todo o processo de produção e gestão de uma empresa mostra claramente onde estão os excessos e permite um planejamento para o uso adequado, de acordo com o guia.

Para reduzir a conta de energia elétrica utilizada no setor industrial, comercial e de serviços, uma sugestão é a substituição por fontes renováveis, como eólica e solar, por exemplo, que estão disponíveis o tempo todo e não correm risco de esgotamento. 

"É necessário um investimento inicial para a compra do sistema de placas fotovoltaicas, que captam e armazenam a luz do Sol. 

A compensação vem com a economia financeira após o pagamento desta despesa e a grande contribuição para a saúde do meio ambiente", pondera o documento.

Entre as opções para redução do custo de energia elétrica nas micro e pequenas empresas está o Programa Sebrae de Eficiência Energética, cujas ações têm foco específico neste segmento. 

O primeiro passo é uma autoavaliação do uso de energia. 

Com o resultado em mãos, um consultor visita a empresa para analisar o que pode ser feito.

Em seguida, implementa um modelo de gestão de energia elétrica acompanhado de orientações necessárias. 

A consultoria em eficiência energética é uma ferramenta do Programa Sebrae de Consultoria Tecnológica (SebraeTec).