quinta-feira, 14 de março de 2013

Custos de energia sob um novo ângulo



Fazer da confiabilidade um bem



Os custos elétricos estão projetados para crescer exponencialmente nos próximos cinco anos. Uma pesquisa da Duke University revela que os custos da alta energia são a preocupação número 1 das empresas. Ainda assim, a maioria ainda não começou um programa de eficiência energética sério, em parte devido aos poucos recursos.

Uma perspectiva diferente 

Em vez de ver as melhorias nas instalações para fazer economia de energia como um custo, considere-as um bem no qual se pode investir com um retorno previsível. 

Os benefícios não são apenas financeiros (com uma Taxa de Retorno Interno Modificada de até 29 por cento), mas incluem o aumento da produtividade do funcionário, vantagem competitiva e gerenciamento ambiental.

Com os avanços em eficiência energética da última década, há um espaço enorme para economia em quase todas as áreas das suas instalações. O lugar para começar é com o programa de gerenciamento estratégia atual.

Programa mensurável, ROI previsível 

A Schneider Electric™ pode ajudá-lo a planejar e reduzir os custos de energia. Os nossos especialistas em energia usam um processo mensurável comprovado para ajudar as empresas a alcançarem um nível ideal de uso de energia, desde a avaliação energética inicial, passando pela implementação e atual revisão para uma performance sustentável.

Eles identificam as questões específicas, estimam os investimentos necessários e projetam o ROI esperado. 

As maiores economias se alcançam quandouma variedade de tecnologias e de aplicativos são usados. A nossa ampla abordagem visa aos controles do prédio, aos sistemas mecânico e elétrico, revestimento do prédio e sistemas de água.

No entanto, sem uma manutenção proativa, a economia alcançada com as últimas melhorias pode ir por água abaixo rapidamente. Um estudo mostra que os programas de manutenção proativa podem gerar uma economia de 12 a 18 por cento sobre as abordagens reativas. 

A nossa abordagem inclui essas medidas de eficiência energética atuais para ajudar a sustentar o ROI desejado.

A longo termo, as empresas de sucesso assumem o controle dos seus investimentos em energia com um programa proativo que gera economia imediata e eficiência energética sustentável. 

A economia pode facilmentechegar a cifras de dois dígitos.

Pronto para saber como? Veja estudos de casos reais e mais detalhes em ‘Reduzindo o Impacto dos Custos de Energia no seu Negócio’, disponível em: 


As melhoras nos equipamentos e TUNEUPS podem gerar uma economiade até 15%.

Eco D - Eficiência Energética


EcoD Básico: Eficiência Energética
Em termos gerais, a eficiência energética é a maior capacidade de um equipamento transformar a energia elétrica requerida para seu funcionamento em um produto final. Assim, uma lâmpada, que transforma a eletricidade em luz e calor, será mais eficiente na medida em que produzir mais luminosidade com a energia que consome.



Uma lâmpada incandescente comum, por exemplo, tem uma eficiência de 8% (ou seja, somente 8% da energia elétrica usada é transformada em luz e o restante aquece o ambiente). Já a eficiência de uma lâmpada fluorescente compacta, que produz a mesma iluminação, é de 32%, conforme dados do Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE).

Além dos processos industriais de otimização energética dos produtos, a eficiência energética pode ser obtida por meio da eliminação do desperdício e da adesão ao consumo racional de energia. Em uma residência, por exemplo, pode-se aumentar a eficiência energética ao se adquirir aparelhos com selos que comprovem a eficiência e ao se adotar medidas simples, como garantir uma vedação completa da geladeira ou pintar a casa com cores claras.

Importância

Em uma época na qual o aquecimento global e as mudanças climáticas representam uma ameaça, a melhoria da eficiência energética é a solução mais econômica, eficaz e rápida para minimizar os impactos ambientais oriundos do consumo de energia e reduzir as emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

A melhoria da eficiência energética traz uma série de benefícios não somente ambientais, mas também econômicos e tecnológicos. Conheça-os:
 •Poupa recursos naturais;
 •Diminui custos de produção;
 •Possibilita a produção de bens cada vez mais baratos e competitivos;
 •Reduz o consumo de energia e, consequentemente, a conta;
 •Reduz a necessidade de se investir em infraestrutura e energia, pois é mais barato conservar do que gerar energia;
 •Garante mais recursos para serem destinados a outros fins.

Cenário

Há um grande potencial de eficiência energética a ser explorado em todo o mundo, conforme revelou o relatório do Conselho Americano para uma Economia de Eficácia Energética (ACEEE), de julho de 2012. No Brasil, somente no setor industrial, a conservação da energia tem o potencial de redução desperdiçado de 55 Gigawhatts, segundo a publicação “Opções Tecnológicas em Energia”.

Em entrevista ao portal EcoD, o organizador da Coleção "Diretrizes da Economia Verde", Walfredo Schindler, chegou a ressaltar que somente com a modernização das antigas centrais hidrelétricas a geração de energia extra equivaleria a quase uma Belo Monte.

Os prédios construídos segundo padrões de eficiência energética custam, em média, de 5% a 7% a mais que os tradicionais. Contudo, segundo dados do Procel/Eletrobrás, a economia gerada pode ser de até 40%, "pagando" o investimento em apenas três anos.

Existem políticas públicas direcionadas ao uso racional da energia, como o Procel (Programa Nacional de Conservação de energia Elétrica) e a Lei de Eficiência Energética (número 10.295/01), mas o panorama brasileiro da eficiência energética ainda deixa a desejar.

No ranking da ACEEE, o Brasil ocupou o último lugar, de 12 países avaliados, quando o assunto são as políticas governamentais (fiscalização, pesquisa e gastos públicos) para o setor. O autor de Opções, Luiz Augusto Nogueira, destacou que o tema tem pouca prioridade na agenda governamental brasileira e não têm sido realizadas ações significativas para formar uma cultura de uso racional de energia pela população.

Algumas medidas, entretanto, já geram resultados concretos. É o caso do selo Procel, que classifica os eletrodomésticos conforme a eficiência energética em uma escala de A à E. O selo passa por revisões periódicas, implicando em uma constante busca da indústria por fabricar aparelhos mais eficientes. A partir de 2013, os produtos da atual Classe E terão a comercialização proibida.

A utilização de aparelhos mais eficientes acarreta uma economia na conta de luz que pode ultrapassar R$ 600 por ano, se for considerada a quantidade de aparelhos em uma casa. Só com o ar-condicionado, a diferença chega a ser de R$ 120.

O Procel foi criado em 1984, no intuito de promover a fabricação de produtos mais econômicos e de menor impacto ambiental. Desde então, somente os refrigeradores e condicionadores de ar mais eficientes já proporcionaram uma economia de pelo menos R$ 2,4 bilhões nas contas de energia da população, segundo cálculo do Inmetro.

Fonte: Portal EcoD - www.ecod.org.br

Instalações provisórias: erros mais frequentes

Este texto foi publicado em 22/11/2012 no portal Voltimum
Cada vez com maior frequência em função da grande movimentação social das cidades, as instalações elétricas provisórias como feiras e shows são grandes responsáveis por acidentes elétricos. 


Conheça os principais erros e como resolvê-los para manter sua instalação segura.

As instalações elétricas provisórias são encontradas frequentemente em feiras, exposições, palcos de show, parques de diversão, canteiros de obras e nessa época do ano até em decorações natalinas. 

São instalações que atendem uma demanda específica de energia elétrica por um intervalo de tempo e depois disso são desabilitadas ou até substituídas por uma instalação permanente. 

Apesar de serem submetidas às mesmas normas técnicas de uma instalação elétrica convencional (a NBR 5410), as instalações provisórias no Brasil em muitos casos desrespeitam os aspectos de segurança de seus usuários e não raro causam graves acidentes. 

Um dos mais recentes e populares ocorridos no Brasil foi o do jornalista Lasier Martins, que numa cobertura de uma Feira da Uva para o telejornal do Rio Grande do Sul, tocou em uma grade eletrificada onde estavam expostos cachos de uva. 

O choque intenso provocou sua queda e o vídeo recentemente virou hit da web. Felizmente, o acidente não foi fatal, mas serviu de alerta para esta questão.

Uso de cabos inadequados
Entre os erros mais frequentes observados neste tipo de instalação está o uso de cabos inadequados. A NBR 5410 é clara quanto ao tipo de cabo que deve ser usado e como este deve ser instalado nas diversas situações. Cabos que possuem apenas isolação devem ser instalados dentro de eletrodutos ou eletrocalhas com tampa. 

Cabos que além de isolação possuem cobertura podem ser instalados de modo mais livre, pois suportam mais os impactos mecânicos, conservando-se íntegros com pequenas pressões acidentais e pequenas oscilações de temperatura e umidade.

A NBR 5410 traça os parâmetros ideais dependendo da situação de uso do cabo elétrico. Mas o que se vê com enorme frequência é o uso, por exemplo, do cabo paralelo, feito para ser usado exclusivamente na ligação de equipamentos elétricos como o cabo que alimenta um abajur ou um liquidificador. 

Ele vem com o equipamento elétrico e não foi fabricado para ser aplicado numa instalação elétrica. A fixação deste cabo em rodapés e outros suportes são proibidos pela norma, pois não suportam tração e pressão. São dois pequenos cabos grudados um ao outro, muito flexíveis, porém muito frágeis. 

Em caso de trincamento, ele expõe os usuários da instalação ao risco de choques, como o do Lasier, podendo também gerar curto-circuito. Os indicados são condutores isolados, como os de 450/750 volts da Nexans, e que só podem ser usados dentro de dutos fechados como eletrodutos, canaletas com tampas ou perfilados com tampas.

Outro modelo inadequado é o cabo PP, produzido dentro do mesmo conceito do cabo paralelo, mas dotado de uma cobertura em formato redondo. A sua indicação de uso está restrita a equipamentos elétricos como refrigeradores, aspirador de pó e microondas. Ele liga o aparelho à tomada, exclusivamente, e não foi feito para uso em obra, em eletrodutos.

Quando há necessidade de se usar cabos soltos no chão ou suspensos na parede são indicados os modelos multipolares flexíveis de 0,6/1kV. Eles apresentam isolação e cobertura, que suportam pressões mecânicas e maior flexibilidade. 

É importante destacar que os multipolares são visualmente idênticos aos PP. Mas os materiais e o projeto de construção desses cabos são muito distintos. É necessário verificar a especificação com atenção, para que se possa diferenciar um do outro.

Um dos lugares que frequentemente usam cabos inadequados são as feiras de negócios, onde se concentram vários estandes com projetos arquitetônicos dos mais variados. São ligados equipamentos diversos, inclusive ar condicionado, em instalações feitas com cabos paralelos ou PP. 

Eles não apresentam resistência, mediante rompimento, expõem o cobre que pode provocar choques ou curto-circuito. Em palcos de shows e apresentações, as consequências podem ser maiores, pois são montados sobre estruturas de aço que facilmente colocam as pessoas em situação de maior risco.

Falta de condutor de proteção (fio terra) e DR
Não tem sido muito frequente o uso do fio terra e de dispositivos DR (diferencial residual) nas instalações provisórias. Por isso, quando acidentes como em palcos ocorrem, eles poderiam ser minimizados com o desligamento automático da rede através do DR. 

Não é nada complexo instalar um dispositivo DR numa instalação provisória. Este é um mito que precisa ser derrubado e ainda quebrar o paradigma de que porque a instalação é provisória pode se abrir mãos das normas e da segurança. Toda transmissão de energia deriva de um quadro de luz e é ali que deve ser instalado o DR. Há de se observar nestes casos o fato de que problemas específicos motivam a interrupção do fornecimento global de energia. 

O DR é um verdadeiro dedo-duro de instalações erradas e é sensível ao menor sinal de que alguém esteja sendo eletrocutado. Ele desliga o circuito imediatamente, o que significa, por exemplo, deixar um estande às escuras ou parar um equipamento na obra. Mas essas ocorrências, é preciso deixar claro, são frequentes apenas em instalações que foram malfeitas. Ou seja, há um círculo vicioso que precisa ser interrompido, antes de mais nada, executando uma instalação provisória correta. 

Provavelmente quase 100% das mortes que ocorreram em instalações provisórias não ocorreriam se tivesse sido instalado um dispositivo DR. O fio terra, por sua vez, se complementa nesse cenário. 

Qualquer parque de exposições, como o Anhembi, em São Paulo, possui sistema de aterramento em seu quadro principal e basta que o eletricista leve este fio terra até o estande que está sendo montado. É necessária apenas uma mudança de postura e preocupação por parte desses profissionais sobre as consequências de uma instalação malfeita.

Texto produzido com a colaboração de Hilton Moreno, engenheiro eletricista pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, professor do Curso MBA de Gestão de Energia, titular da cadeira de Normalização Técnica, da Fundação Santo André (SP). O especialista já integrou o Comitê Brasileiro de Eletricidade (CB-3) da ABNT e participou de atividades de normalização técnica na Associação Mercosul de Normalização e no COPANT (Comitê Panamericano de Normalização Técnica).

Fonte: Portal Voltimun

Ranking de eficiência energética: Brasil é o décimo entre as doze maiores economias


Melhor desempenho no uso eficiente da energia é do Reino Unido, seguido por Alemanha e Itália
       Cidade de São Paulo http://scottbrownscerebralcaffeine.wordpress.com/tag/sao-paulo-brazil/

Segundo o relatório do Conselho Americano para uma Economia de Energia Eficiente (ACEEE, em inglês), divulgado recentemente, o Brasil aparece na última posição dos top ten das maiores “economias verdes” do mundo.

Do quarto ao nono lugar estão Japão, França, União Europeia, Austrália, China e Estados Unidos; Canadá e Rússia ocupam as duas últimas posições, completando as doze maiores economias do mundo avaliadas. Juntas, elas representam 78% do PIB do planeta e 63% do consumo de energia global.

O levantamento da ACEEE levou em conta quatro setores estratégicos – com alta demanda de energia e mais susceptíveis a ações de uso eficiente – aos quais foram atribuídos “pontos” que totalizam 100: transporte (23), indústria (24), edificações (28) e “esforço nacional” (25).

A categoria “esforço nacional” envolve, entre outros fatores, a produtividade energética, redução da intensidade energética (relação energia consumida/PIB), eficiência de usinas termelétricas, investimento privado em uso eficiente de energia e gasto em P&D em eficiência energética.

A pontuação global e por setor de cada uma das 12 economias avaliadas estão na figura abaixo.
 
 
 
Os países melhor avaliados por setor foram: em Esforço Nacional, a Alemanha (19 de 25 pontos); em Edificações, a China (23 de 28); em Indústria, o Reino Unido (18 de 24) e, em Transporte, China, Itália, Alemanha e Reino Unido (cada um com 14 pontos de 23 possíveis). O melhor escore global (atribuído ao Reino Unido) foi de 67 pontos.

Para facilitar a comparação entre países, o ACEEE usou variáveis como PIB e população na normalização dos resultados. Assim, no quesito consumo nacional de energia per capita (toneladas de petróleo equivalente por habitante), o Brasil lidera (detém a menor relação), seguido por China e Itália. Já quando o índice é o consumo energético pelo PIB, o Brasil cai para a 8ª posição e o Japão assume o 1º lugar.

“Um país que usa menos energia para alcançar os mesmos resultados, ou melhorá-los, reduz custos e polui menos, criando uma economia mais forte, mais competitiva”, diz o relatório.

A ACEEE contou com a colaboração de consultores de diversos países e de agências internacionais, como IEA e Comissão Europeia. Pelo Brasil, o colaborador foi Gilberto Jannuzzi, professor da Unicamp.

terça-feira, 12 de março de 2013

ELETROSUL CONSTRÓI SEU 1º PRÉDIO COMERCIAL SUSTENTÁVEL SUSTENTÁVEL, ETIQUETADO COM NÍVEL “A” DE EFICIÊNCIA ENÉRGICA


Finalizado em novembro de 2012, o prédio do Setor de Manutenção de Campos Novos é a primeira edificação comercial da Eletrosul a receber as Etiquetas Nacionais de Conservação de Energia (ENCE) com classificação A de eficiência energética, pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), do Inmetro, para as três categorias avaliadas em edificações de prédios comerciais: 
Iluminação, Climatização e Envoltória, tanto para a fase de projeto como para o prédio construído.

Localizado anexo à Subestação de Campos Novos, no município de mesmo nome, região central de Santa Catarina, o prédio possui dois andares, totalizando 545 m², e é local de trabalho de aproximadamente dezoito pessoas, entre empregados e terceirizados da Eletrosul.

Esta obra contou com o apoio de profissionais da empresa nas áreas de arquitetura, de eficiência energética e também com um trabalho de consultoria externa, visando à elaboração de um projeto que atendesse, com excelência, os conceitos de eficiência energética, de conservação de energia e de sustentabilidade.

O prédio foi avaliado pelo Organismo de Inspeção em Eficiência Energética em Edificações – OI3E da Fundação CERTI, acreditado pelo Inmetro, e dentre as características apresentadas neste projeto, destacam-se: 

o emprego de luminárias eficientes e o uso de aparelhos condicionadores de ar, tipo split inverter, etiquetados com nível A pelo PBE; 

a adequação da arquitetura do prédio, buscando o aproveitamento de luz natural (iluminação zenital), levando-se em conta a posição geográfica, estratégias de sombreamento, uso de blocos de concreto celular autoclavado, janelas com vidros duplos e telhas especiais, favorecendo a envoltória. 

Além destas estratégias, foi projetada e construída uma ”Torre Sustentável” – onde ficam 03 reservatórios: de água potável, de água da chuva (10.000l) e de água quente, cujo aquecimento é feito através de coletores solares. 

Os efluentes são tratados pelo uso de fossas sépticas e filtragem por tanque de zona de raízes, wetland, devolvendo ao meio ambiente águas não poluentes.

Outro destaque deste prédio são os telhados, cuja parte voltada para a orientação norte, tem uma inclinação propícia – levando-se em conta a latitude local – para o melhor aproveitamento dos raios solares ao longo do ano, visando à geração fotovoltaica.

Fonte: Procel Info

quarta-feira, 6 de março de 2013

eBay propõe nova métrica para eficiência energética


A empresa de vendas em leilões online partilhou uma nova metodologia de monitorização da eficiência energética que denomina como “milhas por galão”.

A eBay está a propor um novo sistema de medição da eficiência energética de centros de dados. 

Expressa-se em “milhas por galão” e reflecte os custos das operações de TI em dólares, horas de quilowatts e emissões de dióxido de carbono, numa só métrica de desempenho.


No caso da empresa de leilões online é o número de transacções de compra e venda realizadas na sua plataforma, a eBay.com. De acordo com Dean Nelson, director global da Global Foundation Services da eBay, que gere os centros de dados da empresa em todo o mundo, a métrica pode ser usada como base para alcançar melhorias de eficiência energética.



Mas pode não ser fácil a outras empresas replicar a metodologia da eBay. Esta tem uma métrica simples para a medição do desempenho – o número de transacções realizadas pelos seus clientes fazem, as quais mede em endereços URL. Outras empresas têm modelos de negócio mais complexos.

“O eBay é um sistema uno, a soma de um milhão de partes, e precisávamos de uma maneira de medir e transmitir a eficiência desse sistema”, disse o responsável terça-feira no Fórum Green Grid, realizada em Santa Clara, na Califórnia.

A eBay publicou a metodologia na esperança de outras empresas adoptarem-na também, tal como as organizações estão a aderir métrica Power Usage Effectiveness, ou PUE – igualmente para medir a eficiência dos centros de dados.

O sistema da eBay (ver imagem abaixo) é denominado como painel de Digital Service Efficiency (DSE) e vai além do PUE. Mede a sua infra-estrutura de TI e relacionando-a com as quatro métricas mais interessantes para a maioria dos seus executivos de negócio topo sobre: receitas, desempenho, impacto ambiental e custos.

No processo de partilhar o seu método, a eBay tomou a decisão invulgar de divulgar uma grande quantidade de dados sobre os seus próprios centros de dados. No final de 2012 estava a gerir 52 075 servidores físicos e durante o mesmo ano gerou 740 toneladas de carbono por milhão de utilizadores, ou 1,6 toneladas por servidor.

E estabeleceu uma meta de redução de 10% no seu custo por transacção e nas emissões de carbono por transacção diz Nelson. E além disso, quer aumentar o números de operações por quilowatt-hora na mesma proporção.

“Não vamos mostrar detalhes sobre o nosso lucro e prejuízos a toda a gente, apenas desenvolvemos uma métrica para mostrar o quanto estamos a melhorar a eficiência de ano para ano”, explica Rohini Jain, responsável financeiro para a infra-estrutura de tecnologia da eBay.

Ainda assim, o número de dados é superior aos fornecidos pela maioria das outras empresas. Por exemplo, a Google não divulga quantos servidores gere ou quanta energia os seus centros de dados consomem – embora divulgue dados de eficiência energética.






















terça-feira, 5 de março de 2013

Carro elétrico brasileiro terá bateria feita de sódio


Equipamento é totalmente reciclável, composta de matérias abundantes na natureza

Um projeto desenvolvido pela Itaipu Binacional, que tem a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) como financiadora, testará o primeiro carro elétrico totalmente produzido no Brasil que utilizará bateria de sódio, totalmente reciclável, composta de matérias abundantes na natureza. 

De acordo com os desenvolvedores, as vantagens da bateria a sódio são muitas, entre elas, o equipamento é três vezes mais leve do que a de chumbo, mais adequada ao clima dos trópicos, e podem ser usadas em sistemas de armazenamento de energia geradas por fontes renováveis. O desenvolvimento da bateria é 100% brasileiro, já o carro é uma parceria de empresas nacionais e internacionais.

"Optamos por uma matéria prima que tivesse presente em abundância em todos os lugares. A fonte do sódio nada mais é do que sal de cozinha. As baterias de lítio ou chumbo são muito agressivas à natureza. O veículo elétrico em si não polui o planeta, mas precisamos olhar todo o ciclo, inclusive pensar no que vai acontecer quando o carro for descartado. O processo de reciclagem de uma bateria de sódio, por exemplo, é simples e barato", afirma o engenheiro chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável e responsável pela coordenação do projeto na Itaipu Binacional, Celso Novais. A primeira fase do projeto estará finalizada até meados de 2014.

Da redação