sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

BID disponibiliza R$ 50 milhões para projetos de eficiência energética

O Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) divulgou projeto que disponibiliza R$ 50 milhões para garantia financeira a ações de Eficiência Energética em edificações privadas no Brasil. 


O principal objetivo da ação é reduzir as emissões de CO2 na atmosfera. 

A iniciativa faz parte do Mecanismo de Garantia de Eficiência Energética (Eegm) ferramenta multilateral de incentivo a projetos ambientais nos países em desenvolvimentos. 

O Eegm possui prazo máximo de sete anos para as garantias e aplica-se a projetos cujas economias de energia sejam garantidas por empresas de serviços de eficiência energética com base em um contrato celebrado com seu cliente. 

A apresentação foi feita à Associação Brasileira das Empresas e Serviços de Conservação de Energia (Abesco) e à Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), durante reunião na sede da Fiesp, em São Paulo, na última semana. 

À garantia compreensiva de riscos, há a cobertura para inadimplências ocasionadas por motivos técnicos e de fiabilidade creditícia disponível para financiadores, empresas de serviços de conservação de energia e seus clientes. 

Já a garantia de risco técnico oferece cobertura para inadimplências causadas por desempenho insuficiente nos termos do contrato de eficiência energética.

SAIBA MAIS
A iniciativa é parte do Mecanismo de Garantia de Eficiência Energética, que oferece garantias parciais de crédito para até 80% do valor do contrato de eficiência energética apresentado ou o até US$ 800 mil na forma de garantia compreensiva de riscos e de desempenho técnico.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mercado de lâmpadas LED da GE no Brasil deve crescer mais de 50% em 2013

POR EDG.CCOUTO | NEGÓCIOS

Rua Avanhandava, no centro de São Paulo: em 2010, as lâmpadas convencionais, de vapor de sódio, foram substituídas por lâmpadas LED. (Foto: Divulgação/ GE Iluminação)

A americana GE sonha bem alto quando se trata do mercado de iluminação e lâmpadas LED na América Latina. Uma altura, para ser mais precisa, equivalente a um crescimento de mais de 50% por ano só no segmento de LED.

Trata-se de um negócio incipiente, claro. Daí o salto, resultado de um cálculo cuja base ainda é pequena. A GE não divulga o faturamento do segmento de iluminação no Brasil (o faturamento total da empresa na América Latina, em 2011, foi de US$ 8,2 bilhões, dos quais US$ 3,7 bilhões no Brasil), mas o presidente e CEO da GE Iluminação para a América Latina, Lionel Ramirez, diz que a procura por lâmpadas mais eficientes, como a de LED, tem aumentado tanto por parte do consumidor como pelo setor público.

No Brasil, projetos de iluminação pública com lâmpadas LED podem ser vistos no Rio de Janeiro, em Florianópolis e em São Paulo.

Há vários tipos e formatos de lâmpadas LED mas, de forma geral, elas se caracterizam pela maior durabilidade e uma economia de energia que pode variar de 50% a 80% em relação às lâmpadas convencionais.

O Brasil deve experimentar um crescimento ainda maior que os demais países da região. Ramirez diz que enquanto as vendas de toda a área de iluminação da GE deve crescer de 15% a 20% na região, o aumento das vendas no Brasil deve ser o dobro disso, chegando a um crescimento de até 40%.

O que vai puxar esse resultado, segundo Ramirez, será a crescente adesão às novas tecnologias.

Algo que vai acontecer em todas as esferas: na iluminação residencial, comercial, do setor público e de espaços públicos, seguindo uma tendência global de transição para a iluminação eficiente.

Neste ano, a empresa firmou um parceria com a cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, para prover as soluções de iluminação para a reforma (ou retrofit, como têm sido chamadas as reformas focadas na substituição de materiais e tecnologias antigas por outras novas e sustentáveis) de edifícios em toda a cidade.

Fonte: Época Negócios

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Para Abrace, aumento da segurança energética independe de aumento da conta de luz

É possível melhorar a segurança energética brasileira e evitar apagões sem que isso represente aumento na conta de luz. 



A afirmação do presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, foi feita nesta quarta-feira (19/12), um dia após o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, ter dito que o país não tem como fazer todas as obras recomendadas para garantir a segurança energética, sob pena de elevar o custo de tarifa.

“Claro que não estamos com o setor elétrico funcionando na sua normalidade e que há fragilidades do sistema que têm de ser resolvidas, mas não podemos cair na armadilha de sair justificando todos os investimentos em função de um problema conjuntural de falta de energia.

No nosso entendimento, podemos melhorar muito [o sistema] e evitar apagões sem que isso resulte em aumento de custo”, disse Pedrosa durante almoço com jornalistas.

A Abrace apresentou algumas sugestões. “Há diversos caminhos e possibilidades sem cairmos no erro de achar que a solução seja, sempre, mais e mais investimentos. 

Em primeiro lugar, se o serviço não foi prestado adequadamente é porque algo não está de acordo com o planejado. Em parte, isso pode ser resolvido com transparência, para identificar os motivos reais, e fiscalização”, disse Pedrosa.

O dirigente inclui, entre as sugestões apresentadas, choques de gestão para todas as partes envolvidas – em especial, grandes consumidores e os setores de geração, transmissão e distribuição de energia. 

“Infelizmente há regras no setor que não estimulam esse movimento. Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] ou ONS poderiam fazer leilões de redução de consumo, prática que é comum em outros mercados, que beneficiassem [grandes] consumidores que se comprometessem a consumir menos [em períodos estratégicos]”, disse.

“Seria interessante também que os industriais que fabricam produtos estocáveis planejassem picos de produção, levando em consideração a disponibilidade de energia em determinados momentos”, disse. 

Dessa forma os picos de energia poderiam ser diminuídos, de forma a evitar o acionamento de “usinas caras” em situações como a atual, onde diversas termelétricas tiveram de ser ligadas.

Outra sugestão apresentada pela Abrace é evitar que os investimentos sejam feitos “em ritmo emergencial”, o que também resulta em aumento de custos. 

“Nós priorizamos a eficiência econômica. O setor de energia é um setor competitivo e deve ser tratado como tal. 

Não podemos aceitar altas tarifas com a desculpa de segurança energética. É possível garantir a segurança e continuar sendo competitivo”.

Fonte: Jornal da Energia

Firjan alerta: Estamos na antessala do apagão


Estamos na antessala do apagão

O sistema Firjan emitiu nesta quarta-feira (19/12) comunicado a indústria em que alerta para o estado crítico em que se encontram os reservatórios das usinas hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste e risco de desabastecimento de energia até o início de 2013. 

“Estamos praticamente na antessala do apagão”, declarou o gerente de competitividade industrial e investimentos da Firjan, Cristiano Prado.

Segundo o executivo, o atual nível dos reservatórios é o pior dos últimos 11 anos e só não perde para o período de racionamento. De acordo com dados da federação, em dezembro de 2011, o nível dos reservatórios estava em 61%, mas hoje representa apenas 29,8%. 

Contrariamente, a geração termelétrica em novembro de 2011 era de 6,91%, saltando para 23,14% no mesmo período deste ano.

“A previsão das chuvas para dezembro está abaixo da média e, ainda que alcançasse a média histórica, não teremos água suficiente para encher os reservatórios. Por outro lado está sendo necessário aumentar a geração de termelétricas num momento em que o País não estava esperando gerar”, declarou Prado.

Preocupada com a situação, a federação solicitou ao Ministério de Minas e Energia que esclareça a situação, dizendo quais as medidas que ainda podem ser adotadas para manter o fornecimento de energia, e também de gás, para a indústria, visando garantir não só a competitividade do setor, mas também o crescimento econômico do Brasil.

“É um cobertor curto dos dois lados. Curto na parte de cima porque o nível dos reservatórios está muito abaixo e, curto na parte de baixo, porque você vai precisar de mais gás para as térmicas, e não tem gás sobrando no País”, apontou o gerente da Firjan.

Ele ainda revela que apesar das previsões de chuva apontarem otimismo, o despacho térmico não deverá cair pelo menos até o primeiro trimestre de 2013. 

Mesmo que ocorresse o aumento da precipitação acima da média histórica, a possibilidade do governo continuar a operação das térmicas é mantida, para que, por questão de segurança, os reservatórios sejam preservados para o próximo ano.

“Se viesse o dilúvio, talvez a gente tivesse alguma chance. É a única chance para salvar essa situação”, comentou. Sobre a alta variação entre as previsões das chuvas e o que tem sido contestado, 

Prado confirma a disparidade, mas diz não ter base para avaliar a qualidade e modelo das previsões.

Para o engenheiro Fábio Resende, diretor do Instituto Ilumina, ainda é precoce falar de racionamento, mas revela que o risco está aumentando à medida que as previsões de chuva não se concretizam. 

“À medida que não tem chuva você vai esvaziando o reservatório... 

Tem que ver se todas essas térmicas que foram contratadas têm condição de gerar. Se houver problema na geração das térmicas também, vai faltar energia, mas por enquanto é precoce dizer”.



Fonte: Jornal da Energia

A hora e a vez da geração distribuída de eletricidade, artigo de Heitor Scalambrini Costa




A geração distribuída (também conhecida como “descentralizada”) caracteriza-se como a produção de eletricidade próxima ao consumo, dispensando a linha de transmissão e os complexos sistemas de distribuição para atender ao consumidor final. 

Trata-se de uma forma de geração que já foi bastante utilizada até o final da década de 40 do século passado. Mas que depois foi substituída pela geração centralizada, com a construção de usinas de grande porte distante do consumidor final.

A geração descentralizada representa uma possibilidade concreta para colaborar com a redução da curva de carga, reduzindo o consumo em horários de pico; e diminuindo a necessidade de investimentos na geração, transmissão e distribuição do sistema elétrico integrado brasileiro. 

Nos países onde houve o desenvolvimento da pequena geração, os consumidores passaram a preocupar-se mais com seu consumo de eletricidade, com aspectos do uso eficiente da energia. Assim, se espera que adotando tal tecnologia, diminua o consumo, sem prejuízo da qualidade dos serviços, do bem-estar, e do conforto do consumidor. 

Ou seja, ter um consumo de energia menor para o mesmo serviço. Também a diversificação das fontes na matriz elétrica, vai contribuir para diminuir a necessidade de construção de novas usinas e, obviamente, diminuir o impacto ambiental.

O setor residencial já é responsável por aproximadamente 26% do consumo de eletricidade do país, e se somarmos o setor púbico e o comercial, existe um grande potencial para a pequena geração (< 1 MW), em particular através da instalação de sistemas fotovoltaicos.

Infelizmente, apesar da grande incidência de luz solar em todo o território brasileiro, o uso da energia solar fotovoltaica como fonte elétrica praticamente é desprezível. Em grande parte devido à insuficiência de incentivos do governo federal e estadual para a disseminação desta tecnologia.

Desde o segundo semestre de 2010 com o lançamento de uma consulta pública, se discute uma regulamentação da geração distribuída utilizando fontes renováveis. 

Finalmente em 19 abril de 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) editou a Resolução Normativa n° 482, regulando a conexão da micro geração (até 100 KW) e mini geração (de 100 KW a 1 MW) aos sistemas de distribuição de energia elétrica e o sistema de compensação de energia elétrica, que permitirá o consumidor-produtor instalar pequenos geradores, em sua unidade consumidora e injetar energia na rede de distribuição em troca de créditos.

A regulamentação é válida para geradores que utilizam fontes incentivadas de energia (hídrica, solar, biomassa, eólica e co-geração), com ênfase para a geração fotovoltaica. As distribuidoras obtiveram um prazo de 240 dias (até 19 de dezembro) para se adaptar a esta nova realidade, publicando as normas de integração à rede e de atendimento à solicitação do consumidor.

Após ter recebido grande destaque e propaganda oficial, como sendo o início do mercado para a disseminação da tecnologia solar fotovoltaica, agora que o prazo para as distribuidoras se pronunciarem sobre como será realizada a integração da micro e mini geração se aproxima, praticamente nada tem se falado a respeito.

Recentemente, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) pediu adiamento desse prazo, mas a Aneel garantiu que os prazos iniciais serão respeitados. Logo, a partir do inicio de 2013 poderão ser instalados medidores para controlar a quantidade de eletricidade consumida e injetada na rede do distribuidor, desde que solicitado.

Mesmo com um atraso de mais de 20 anos, em comparação a outros países que já incentivavam e promoviam o uso da geração fotovoltaica conectada na rede elétrica, sem dúvida esta medida adotada pela Aneel pode ser considerada como um estímulo para o consumidor investir em tecnologias como a de painéis solares, e também um modelo bom para as empresas distribuidoras.

Todavia, mesmo sendo um bom começo, estas medidas são insuficientes para a adoção em larga escala pela população, devido ao custo do investimento inicial necessário (em torno de R$ 10.000,00 para produzir em média 100 kWh/mês). 

É imperativo que o governo faça mais para que realmente esta fonte de energia, tão abundante, gratuita e renovável, possa ter uma participação mais importante na matriz elétrica nacional.

A Campanha Nacional pela Produção e Uso da Energia Solar Descentralizada lançada pelo Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Ambiental (www. fmclimaticas.org.br) é dirigida nesta direção, reivindicando que haja subsídios e financiamento para os consumidores adquirirem seus geradores fotovoltaicos, e que em certos casos os equipamentos sejam fornecidos a custo zero. 

Porque não? Já que a indústria de petróleo e gás, as hidroelétricas de grande porte e as termelétricas recebem subsídios generosos dos governos estaduais e federal.

Heitor Scalambrini Costa, Articulista do Portal EcoDebate, é Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Fonte: EcoDebate,

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Natal de luz, eficiência e durabilidade

Brasil - Tecnologia LED reduz custos na iluminação natalina. A medida, além de sustentável, pode representar uma economia de até 90% nos gastos com energia elétrica


Divulgação

Árvore de Natal do Ibirapuera

Pedro Silva e Tiago Reis, para o Procel Info

Brasil - Final de ano e as ruas das cidades ganham um colorido novo e um brilho especial. Durante esse período, a decoração de Natal encanta, com árvores, enfeites e ornamentos, adornando casas, empresas e espaços públicos por todo o Brasil. Nesse clima, no entanto, nem tudo é festa. 

O custo de tanta beleza pode surpreender, e é nessa hora que o consumo de piscas ineficientes e a falta de informação ameaçam transformar a noite feliz em um pesadelo.

Ameaçam, mas não se criam sob a vigilância da tecnologia LED. O Natal iluminado não está em apuros. Assim como existia uma solução para derreter o coração gelado do Grinch – personagem do autor norte-americano Dr. Seuss -, existe, hoje, um salvador de bolsos aflitos: o diodo emissor de luz, ou LED, na sigla em inglês. Essa tecnologia garante o brilho natalino, com uma maior economia. 

De acordo com o engenheiro Marcos Leporate, da empresa Efficientia, pertencente ao grupo Cemig, a utilização de LED nos enfeites de árvores de Natal gera um consumo ameno para o cliente residencial que quer trazer a atmosfera de magia para dentro de seu lar. 

”O consumo na fatura de energia, para os enfeites de árvore de Natal, será bem pequeno, algo em torno de 6 kWh para utilização de 30 LEDs por 12 horas dia, o que significa um gasto mensal de R$ 3,00 por mês, considerando uma tarifa de 0,50 R$/kWh”, observou. 

Se levadas em conta as cifras de piscas incandescentes, com 50W de potência, sob a mesma tarifa, a economia é visível. Para uma jornada de trabalho de 11 horas diárias – o período noturno -, o aumento da fatura fica em torno de R$ 8. Nada bonito. 

Já em ambientes externos e projetos de grande escala, o LED continua levando vantagem, mas, agora, é preciso observar as proporções da decoração planejada. 

“O uso de 10 mil LEDs gira em torno de 1800 kWh de consumo e um gasto de cerca de R$ 900,00 por mês considerando uma tarifa de 0,50 R$/kW”, analisou Leporate. 

A cidade gaúcha de Gramado, que há 27 anos realiza o maior evento natalino do país, é um exemplo do uso em larga escala. De 1º de novembro a 13 de janeiro, o município realiza o Natal Luz, com atrações pagas e gratuitas para todos os públicos. 

A comemoração, que surgiu como uma maneira de revitalizar a Festa Hortênsias, hoje tem também uma preocupação com o pensamento verde e, além de implementar o Projeto PET, onde 32 escolas do município reciclam garrafas para a produção de enfeites, adota a iluminação LED há sete anos. 

A utilização da tecnologia começou tímida, inicialmente apenas em carros alegóricos para economizar as baterias e ter maior autonomia nos desfiles. Mas com a drástica redução do consumo, associada à eficiência do diodo, as novas luminárias foram introduzidas em outros setores. 

Para o eletricista Sidnei Chaulet Gross, um dos responsáveis pelo projeto de iluminação da festa de Gramado, além do alívio ao consumo, a durabilidade é outro ponto forte da iluminação de LED em grandes eventos: 

“A economia é enorme. A lâmpada LED dura mais de 20 mil horas enquanto a convencional tem vida útil de no máximo seis mil horas. Sem contar que boa parte do LED pode ser reaproveitado de um ano para o outro. Estimo que desde que passamos a utilizar o LED na decoração de Natal, a redução nos gastos com energia elétrica foi de mais de 70%”, ressaltou Gross. 

"...desde que passamos a utilizar o LED na decoração de Natal, a redução nos gastos com energia elétrica foi de mais de 70%”
Em São Paulo, outro exemplo de decoração em grande escala também opta pelas vantagens do diodo emissor de luz e pela preocupação com a sustentabilidade. 

Promovida pelo Banco Santander em parceria com a Prefeitura de São Paulo, a árvore de Natal do Parque do Ibirapuera, este ano, possui 58 metros de altura, o que equivale a um prédio de 20 andares, e conta com mais de 500 lâmpadas stroble, 264 mil micro-lâmpadas de LED e 150 refletores para potencializar a iluminação, o triplo do que foi utilizado em 2011. 

Para minimizar o impacto energético da decoração, em 2012, toda a energia que mantém a árvore acesa será produzida no local. Foram instalados painéis solares e uma mini usina eólica, que vão garantir 50% da energia necessária para o funcionamento da árvore. No restante do tempo, a iluminação será realizada por geradores movidos a biodiesel de óleo vegetal.

De acordo com Fábio Trevisan, diretor de operações da agência Pepper, que há três anos é responsável pela criação e implantação do projeto, essas medidas provocam uma grande redução no consumo energético, evitando sobrecargas nas rede das concessionárias e ainda colabora como o meio ambiente. ”Com o LED, o consumo é muito baixo. 

Por hora, equivale ao consumo de cinco chuveiros. Na comparação com as lâmpadas convencionais, o gasto é de apenas 10%. E com as outras medidas, não utilizamos a energia produzida pelas concessionárias. Toda fonte de energia que utilizamos é limpa e somos nós que produzimos, o que reduz ainda mais os gastos com energia elétrica”, explicou Trevisan. 

O diretor de operações também destaca que a árvore de Natal do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, organizada pela agência e patrocinada pelo banco, seguem as mesmas medidas de sustentabilidade. O símbolo natalino, instalado no alto do Morro do Adeus, tem 18 metros de altura e está decorado com 88 mil microlâmpadas de LED, além de ser movido 100% a biodiesel.

De olho na segurança

A economia é fundamental. Indiscutível. Mas o bem-estar e segurança são os responsáveis por um Natal feliz. Para isso, acidentes provocados por enfeites devem ficar esquecidos em um passado distante, onde a informação era parca. Hoje, diante das novas tecnologias, especialistas orientam a melhor maneira de garantir os piscas natalinos como a única opção de iluminação das festas, sem a adição de luzes de ambulâncias e bombeiros. 

De acordo com o engenheiro da Efficientia, Marcos Leporate, o consumidor deve sempre optar por produtos certificados pelo Inmetro. Desta forma, ficam garantidas a qualidade do equipamento e a tranquilidade do lar. 

Leporate lista ainda cuidados na hora da instalação, como a separação da árvore de Natal de matérias inflamáveis e colocação do material em locais de difícil acesso às crianças. Segundo o engenheiro, da mesma forma, as adaptações devem ser evitadas mesmo com a baixa potência dos LEDs. “Mesmo com a baixa potência do conjunto de lâmpadas de LED, neste tipo de decoração deve ser avaliada a necessidade de uso de benjamins nas instalações, pois se for necessário o uso de muitos pisca-piscas deverá ser dada preferência ao uso de filtros de linha que possuem mais de uma tomada e fusível de proteção para o casa de sobrecargas”, revela. 

Em instalações externas e de grande porte, o acompanhamento de um técnico ou engenheiro, com registro no CREA, é fundamental.

Eficiência Energética - Projeto do IPT traça cenário para mudanças em instalações hidráulicas com melhorias econômicas e ambientais



Para uma empresa dispor de instalações hidráulicas mais eficientes, com custo operacional menor e redução nas emissões de gases de efeito estufa e de carbono, um dos maiores desafios está em solucionar o desperdício de energia em sistemas de bombeamento de fluidos. 

Um estudo recém-concluído no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) aponta as melhorias desses sistemas como uma possibilidade promissora de ganhos em eficiência energética entre todos os instalados nas indústrias, com um potencial maior de economia em comparação ao uso de energias alternativas.

Os resultados do projeto coordenado pelo engenheiro mecânico e pesquisador do Laboratório de Fluidodinâmica e Eficiência Energética do IPT, Marcos Tadeu Pereira, apontaram a necessidade de mudanças em três premissas para que as empresas alcancem bons resultados: acesso à informação e à disseminação de resultados, mudança no comportamento organizacional e adaptação da educação básica dos engenheiros às novas demandas. 

Perda de carga adicional provocada por esclerose de tubulação é um dos problemas enfrentados em instalações hidráulicas. Crédito foto: Braskem
 
A opção pelo estudo foi motivada pela pouca atenção dada ao tema, explica ele: “Quando se fala em eficiência energética, as pesquisas se concentram em processos térmicos para verificar a eficiência de caldeiras e fornalhas, mas sabemos que os processos de bombeamento instalados nas empresas, tanto no Brasil quanto em outros países, são muitas vezes ineficientes”.

O acesso à informação e à disseminação de resultados passa por uma sequência de três etapas: a primeira é conhecer os componentes-chave das instalações de bombeamento, como tubulações, motores e sistemas, e saber as alternativas disponíveis para melhoria de rendimento, enquanto a segunda está focada na caracterização física da instalação, que é necessária para definir o estado real da tubulação, dos acionadores e da operação, a fim de adquirir subsídios para escolher entre o projeto de um novo sistema ou a operação modificada da estrutura existente.

Cerca de 10% da energia total consumida nas operações industriais em países desenvolvidos é empregada em operações de bombeamento e, segundo o pesquisador, é possível melhorar de 20% a 50% a eficiência dos sistemas; os ganhos obtidos com as transformações ficam evidentes quando se considera, por exemplo, o ciclo de vida de uma bomba de 20 anos, durante o qual 95% dos custos referem-se aos gastos com energia, 2,5% ao valor da compra e os 2,5% restantes aos gastos em manutenção. 

“Uma indústria pode comprar um modelo de bomba mais eficiente em comparação a um concorrente e pagar mais caro, mas irá recuperar este valor do investimento com vantagens, pois gastará menos energia durante o seu uso”, completa o pesquisador.

O terceiro e último passo é a adoção de uma abordagem holística para melhorar a eficiência, lançando mão de ferramentas de monitoramento do consumo e dos processos mais atuais de baixa energia e baixa emissão de carbono, por exemplo. 

“Água, qualidade de ar e energia, tudo está interligado: portanto, é necessário projetar instalações eficientes, selecionar componentes adequados e projetar dutos segundo equações e coeficientes atualizados”, afirma ele.

Esta preocupação com o projeto de dutos passa pela mudança de paradigma nos centros de ensino com a reformulação dos conteúdos oferecidos nos cursos de engenharia. 

Além de pesquisador do IPT, Pereira é professor da disciplina de Mecânica dos Fluidos e afirma que a formação atual dos alunos não considera os processos de cálculos para melhorar a eficiência dos bombeamentos, estando distante da realidade brasileira: “As equações usadas nos cursos foram criadas para perda de carga e de energia na década de 1930. 

Foram feitas pequenas revisões em suas fórmulas nas décadas de 1960 e 1990, mas elas são basicamente as mesmas e não são adequadas às tubulações usadas no Brasil”. 

Os resultados são o superdimensionamento das bombas, em função do cálculo de um valor de carga maior do que o real, e a necessidade de instalação de válvulas para restrição da saída, com maior gasto de energia e aumento da ineficiência.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – Cada vez mais as grandes empresas estão sendo ‘cobradas’ por resultados do chamado triple bottom line, que é a base tripla da integração social, desenvolvimento econômico e renovação ambiental. 

A necessidade de responder por ações além das planilhas de receitas está trazendo a necessidade de investimentos em tecnologias inovadoras a fim de fornecer respostas como o impacto das operações no meio ambiente e os índices de pegada de carbono, mas esta é uma questão recente e ainda de difícil tratamento pelas empresas. 

A maioria das ações governamentais internacionais é posterior a 2002 e grande parte dos estudos só começou a ser feita a partir de 2005; no Brasil, completa Pereira, somente agora é possível perceber a importância crescente do assunto, como a implantação de grupos corporativos que tratam de eficiência energética em empresas como Petrobras, Braskem e Sabesp.

“Um dos maiores desafios, e talvez seja o maior, é convencer os gerentes das instalações de bombeamento da importância da eficiência energética. 

Em uma estação de bombeamento de água, por exemplo, a preocupação maior dos profissionais responsáveis está na manutenção do fornecimento de água e no gerenciamento dos processos”, explica Pereira, justificando a necessidade de convencer primeiro a alta direção para que a decisão da implantação do projeto seja tomada de cima para baixo.