terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Governo cria comitê para estudar medidas de eficiência energética

Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil


Um grupo de representantes de diversos ministérios foi criado com o objetivo de propor estratégias para promover a eficiência energética no país. 

A resolução do Conselho Nacional de Política Energética que cria o Comitê Técnico para Eficiência Energética (CTEE) foi publicada dia 1º no Diário Oficial da União.

Atualmente, há cerca de 3 milhões de expositores refrigerados em bares e outros estabelecimentos comerciais que consomem muita energia, e esse estoque é renovado a cada dez anos. 

Aumentar a eficiência desses equipamentos pode trazer benefícios rápidos na racionalização do consumo no setor.

O comitê será responsável pelo estudo de programas e medidas de eficiência energética e de pesquisa e desenvolvimento nessa área, centralizando essas ações. 

Entre as ações de eficiência energética em estudo no Ministério de Minas e Energia está a definição de estratégias para reduzir o consumo dos compressores de refrigeradores comerciais.

O CTEE será composto por representantes dos ministérios de Minas e Energia, responsável pela coordenação do grupo; Ciência e Tecnologia e Inovação; Planejamento; Fazenda; Meio Ambiente; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Transportes; além da Casa Civil da Presidência da República e do Fórum Nacional dos Secretários de Energia.

Edição: Juliana Andrade

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Abraceel: 700 empresas aderem ao mercado livre em busca de energia mais barata

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil


A queda na atividade econômica deverá impactar positivamente no custo da energia negociada a longo prazo no mercado livre, tornando-a mais barata e atraindo um número maior de empresas interessadas em adquirir energia oferecida pelas distribuidoras. 


Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), Reginaldo Medeiros, pelo menos 700 empresas já estão migrando para o mercado livre, na busca por preços mais atrativos para a energia a ser adquirida.

De acordo com Medeiros, o preço da energia ainda pode aumentar “um pouquinho” em 2016, porque há “aumentos tarifários contratados”. 

“A expectativa é que, no mercado regulado, o preço se mantenha elevado. Mas no mercado livre, a perspectiva é bastante positiva, porque temos, em função da queda da atividade econômica, uma oferta que está sendo canalizada para o mercado livre. 

Com isso, a perspectiva é de que as empresas que ainda não foram para o mercado livre migrem para eles e, com isso, haja redução no preço da energia”, disse à Agência Brasil o representante dos comercializadores de energia elétrica.

Medeiros afirmou que a energia no mercado livre é 17% mais barata do que a adquirida no mercado regulado. Isso porque, no mercado livre, ela é adquirida a partir de contratos mais longos, de quatro anos. 

Segundo ele, a energia contratada nesse mercado só fica mais cara quando adquirida emergencialmente por quem não tem contrato, mas precisa do produto. 

Os contratos de longo prazo são feitos com o objetivo de resguardar os consumidores, de eventuais flutuações da energia que, no caso do Brasil, são muito influenciadas por questões climáticas.

“Quem migrar para o mercado livre vai se beneficiar da expectativa de preço baixo. Temos informações de que 700 empresas estão migrando, neste momento, para o mercado livre. 

Nas nossas contas, hoje, essa diferença do preço da energia ficará em torno de 46%". Essa comparação é feita levando em conta o preço médio da energia das dez maiores distribuidoras e o preço futuro de energia no mercado livre, projetado pela Abraceel.

Ele citou alguns efeitos positivos que a queda da produção industrial poderá trazer aos consumidores de energia. “Hoje, 60% do produto industrial brasileiro adquire energia no mercado livre. 

Como a atividade industrial tem caído, nossa previsão para esse ano é de 3% ou 4% de redução do consumo de energia comparativamente ao ano passado, fundamentalmente no consumo do mercado livre”, disse o presidente da Abraceel.

“É uma sobra que vai permitir que outros consumidores industriais, que ainda não foram ao mercado livre, se dirijam a ele para se beneficiar dessa sobra conjuntural de energia, em função da redução da atividade econômica e de uma hidrologia mais favorável nas regiões Sudeste e Centro-Oeste”, acrescentou.

Em relação a 2016, Medeiros prevê oportunidades para trabalhar com uma “agenda mais positiva” no sentido de construir um aprimoramento no modelo setorial “que induza as empresas a trabalhar com redução de custo”.

“A perspectiva é muito positiva para a geração distribuída [na qual os consumidores além de gerarem a própria energia elétrica, a partir de fontes renováveis, fornecem o excedente para a rede de distribuição de sua localidade]. 

Acreditamos que ela vai deslanchar a partir de 2016. Inclusive estamos levando uma proposta ao Ministério de Minas e Energia, no sentido de possibilitar a venda do excedente de energia elétrica, sem nenhum subsídio, para o mercado livre.”

Atualmente, o que está autorizado é um sistema de compensação. 

“O que estamos propondo é um sistema de compensação com excedente, e que esse excedente seja vendido aos outros consumidores por meio do mercado livre”, disse Medeiros, momentos antes de se reunir, ontem (6), com o ministro interino de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata.

Edição: Maria Claudia
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br

Realizamos a Adequação ao Mercado Livre de Energia para a sua Empresa. 

Para mais informações entre em contato conosco: 




Como o Brasil afasta-se da inovação energética

ENERGIA BRASILEIRA ESTACIONA NO SÉCULO XX


Energia é o setor que mais atrai inovações no mundo contemporâneo. 

O primeiro semestre de 2015 ficará na história como aquele em que teve início a massificação das baterias de uso doméstico e comercial, que permitem atenuar radicalmente a intermitência na oferta de energia solar, conforme foi anunciado recentemente pelo empresário e inovador Elon Musk, criador da Tesla e da SolarCity.

O padrão que dominou os sistemas elétricos desde Thomas Edison e que sempre associou eficiência a centralização está sendo questionado e a expressão grid defection (abandono da rede) já se banalizou na literatura internacional. 

Os preços dos painéis solares caem de forma vertiginosa, sua potência se amplia e novos modelos de financiamento permitem que centenas de milhares de domicílios em vários países produzam de forma descentralizada sua própria energia.

A energia eólica também conhece um avanço global extraordinário. Durante a última década do Século XX foram registradas nos Estados Unidos 200 patentes por ano em energias renováveis. 

E em 2009 já tinha chegado a mais de mil, a cada ano. Em energias fósseis o aumento foi de 100 para 300 por ano, no mesmo período, a cada ano. Desde 2004, o número de patentes em energia eólica aumenta 19% ao ano. 

O crescimento anual de patentes em energia solar é de 13% anuais. Estas cifras já superam as registradas para as áreas de semicondutores e de tecnologias da comunicação e da informação (veja aqui).

Apesar de dispor da matriz elétrica mais limpa do mundo (quando cotejada à de países com dimensão populacional e econômica comparável à sua, bem entendido) o Brasil não está minimamente preparado para surfar nesta onda. Nem ele, nem qualquer outro país da América Latina. 

Mas parte significativa do chamado mundo em desenvolvimento acompanha e torna-se protagonista da revolução energética que está transformando a vida social do Século XXI. É o que ocorre com a China, com a Coréia do Sul e com Taiwan, conforme mostra a tese de doutorado de Rafael Dubeux, recém defendida no Instituto de Relações Internacionais da UNB, sob a orientação de Eduardo Viola.

O que está em jogo não é uma dimensão setorial em que cada país adota, em energia, o rumo mais adequado a suas vocações. O mais importante é o lugar que o conhecimento, a ciência, a tecnologia e a inovação desempenham em cada uma destas sociedades.

Exatamente por serem países de industrialização tardia, tanto os asiáticos como o Brasil só puderam transformar suas economias com base na atração de capitais externos. 

Nos casos asiáticos, porém, esta relação deu lugar a um sistema de aprendizado ativo, marcado pela qualificação crescente da mão-de-obra, pela prática constante da engenharia reversa na incorporação de tecnologia (enquanto esta prática não foi coibida por acordos internacionais, claro) e por alianças que permitiram o surgimento de grandes empresas e conglomerados nacionais privados nas áreas mais importantes da economia. 

A imitação converteu-se em inovação.

No nosso caso, o aprendizado tecnológico foi e ainda é fundamentalmente passivo, com indústrias estrangeiras que apenas tropicalizam seus produtos, montam-nos aqui, mas não suscitam um ambiente em que o setor privado lidera a pesquisa, integra-a com a universidade e é norteado pela inovação. 

Os férteis vínculos entre o ITA e a Embraer, entre a UFRJ e a Petrobras e alguns poucos mais são exceções que confirmam a regra e não um padrão socialmente significativo

Claro que na base desta distância está o conhecido abismo entre o nível educacional dos três países asiáticos e o do Brasil. Para a inovação, mais importante que a média geral obtida por cada um no ranking do PISA é o desempenho dos estudantes que se diferenciavam por obterem notas muito elevadas em matemática. 

Entre alunos brasileiros, em 2012, eles eram apenas 0,8%. Na média dos países da OCDE, 12,6% destacavam-se excepcionalmente. Na Coréia do Sul, 30,9%. Em Taiwan, 37,2% e em Shangai (o exame não é feito em toda a China), resultados extraordinários em matemáticas eram atingidos por 55,4% dos que se expuseram ao PISA.

O padrão de aprendizado passivo e a má formação dos estudantes se exprimem no atraso brasileiro em matéria de inovação. Mesmo quando se toma um segmento distante da fronteira da inovação contemporânea, as hidrelétricas, o know-how brasileiro está na construção das barragens. 

As turbinas para grandes barragens, segmento tecnologicamente mais avançado da obra, são feitas por empresas estrangeiras. O inegável avanço recente na instalação de parques eólicos esconde a mesma distorção. 

As habilidades das empresas brasileiras concentram-se nas partes menos valiosas: nas torres e nas pás. Mas das sete empresas significativas em tecnologias de aerogeradores (onde se concentram 60% do valor das instalações), apenas uma é brasileira e tem capacidade produtiva bem menor que suas principais concorrentes.

Em energia solar, empresas brasileiras fazem as partes inicial e final do processo (a mineração do silício e parte da purificação, montagem e instalação dos painéis), mas estão ausentes das etapas intermediárias e de maior intensidade tecnológica. 

A exceção está na energia a partir da biomassa em cuja parte agrícola o Brasil disputa a fronteira da inovação, apesar dos problemas recentes com o avanço da pesquisa, derivados da opção dos últimos anos pelo uso de combustíveis fósseis e de seus efeitos sobre a expansão das usinas de cana-de-açúcar.

Este quadro desolador relaciona-se certamente à tão conhecida maldição dos recursos naturais, cujo efeito é a tendência permanente à sobrevalorização cambial e a dificuldade de obter uma inserção de qualidade nas cadeias globais de valor. 

É neste contexto que o trabalho de Rafael Dubeux mostra um dos mais importantes riscos ligados ao pré-sal: contrariamente à Noruega, que fez da abundância de petróleo um trunfo, criando e preservando um fundo do qual só se usam os rendimentos, no Brasil é o conjunto dos recursos petrolíferos que deve entrar na vida social, a partir de critérios de distribuição que dificilmente vão reduzir nossa distância da fascinante fronteira tecnológica da energia global do Século XXI.

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Ao lado uma“Fazenda solar” na China. Só em 2015, país ampliará em 15 Mw geração por meio desta fonte. 

Também tornou-se líder tecnológico no setor das energias limpas, desmentindo mito de que elas não são adequadas a países em desenvolvimento.

*Ricardo Abramovay é professor titular do Departamento de Economia da FEA e do Instituto de Relações Internacionais da USP, autor de “Muito além da Economia Verde” (Planeta Sustentável/Abril), pesquisador da FAPESP e do CNPq e coautor de“Lixo Zero: gestão de resíduos sólidos para uma sociedade mais próspera”. 


Mantém o site: www.ricardoabramovay.com/ e o Twitter @abramovay.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Como fazer um projeto de iluminação legal levando em conta a eficiência energética

celpe
sala
Aproveitar ao máximo a iluminação natural é a principal dica para economizar energia
Fazer um projeto de iluminação de uma casa ou escritório não é tarefa tão simples assim quando pensamos em eficiência energética, economia e a beleza do ambiente. 

É uma equação que precisa ser resolvida com alguns cuidados. A primeira delas, segundo a gerente de Eficiência energética da Celpe, Ana Mascarenhas, é levar em consideração a quantidade de lux ideal para cada um dos cômodos.

Explicamos: de acordo com as Normas Brasileiras (NBR), cada ambiente requer um determinado nível de iluminância ideal, estabelecido de acordo com as atividades a serem ali desenvolvidas. 

A unidade de medida utilizada é o lux. 

“A primeira coisa é fazer esse cálculo para então saber o tipo de iluminação e a quantidade de lâmpadas que serão utilizadas”. 

Por exemplo, para a cozinha são necessários 500 lux, para a sala para o banheiro 200 lux.

Outra dica importantíssima é utilizar ao máximo a iluminação natural do ambiente, deixando as cortinas abertas. 

Para isso, vale posicionar mesas e escrivaninhas, por exemplo, perto de janelas e vidraças, que permitem a entrada da luz natural, evitando o consumo da iluminação artificial.

A cor utilizada no ambiente também conta. 

“Principalmente a pintura do teto, que deve ser branca para rebater melhor a luz. As paredes claras também ajudam. 

O piso quase não influencia”, explica Ana. Além disso, as cores claras, absorvem
menos calor.

As escrivaninhas devem ser posicionadas perto das janelas, aproveitando a iluminação natural
As escrivaninhas devem ser posicionadas perto das janelas, aproveitando a iluminação natural
Depois desses cuidados, é hora de escolher as lâmpadas. Ana sugere que optemos sempre por lâmpadas de tecnologia LED (sigla em inglês para Diodo Emissor de Luz) .

”São as mais eficientes do mercado, consomem 83% menos energia que as incandescentes e são muito mais duráveis”, conta. 

Outra dica é preferir as lâmpadas fluorescentes que consomem 75% menos energia que as incandescentes. As lâmpadas dicróicas, além de esquentar bastante o ambiente, consomem muita energia. 

Esse tipo de lâmpada, bastante usada em decoração, deve ser evitada. ” 

Em áreas comuns de circulação de pessoas é recomendável instalar sensores de presença. 

Assim, as lâmpadas só ficarão acesas quando houver pessoas no ambiente”, sugere.

DASOL/ABRAVA propõe ampliação do aquecimento solar nos programas de eficiência energética da ANEEL

Fonte/Autoria.: Organix Comunicação


Medida economizaria 840 GWh/ano e beneficiaria 4 milhões de pessoas

O DASOL – Departamento Nacional de Aquecimento Solar da ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento discute com ministérios no Governo Federal proposta para ampliar a participação do segmento de aquecimento solar nos programas de eficiência energética da ANEEL. 

A medida faz parte do programa “1 Solar em Cada Casa”, iniciativa que visa ampliar a oferta de energia elétrica e o aproveitamento dos recursos naturais de forma sustentável.

A ideia é ampliar a presença de aquecedores solares nas casas utilizando-se recursos no PROPEE - Procedimentos dos Programas de Eficiência Energética, desenvolvido pelas concessionárias sob coordenação e fiscalização da ANEEL, e proporcionar redução do valor da conta de energia que a cada mês está mais cara e esse cenário não tem previsão de se alterar tão cedo.

Segundo Marcelo Mesquita, secretário executivo do DASOL, o PROPEE está previsto na concessão do governo para exploração do serviço de distribuição de energia elétrica e determina a aplicação anual compulsória de 0,5% da receita operacional líquida das distribuidoras para atividades que promovam o uso racional de energia elétrica, recursos estes que já são arrecadados dos consumidores via conta de luz. 

“Essa ação possibilitará a instalação de 1 milhão de sistemas de aquecimento solar em um período de 4 anos”, explica.

Os recursos financeiros para o projeto, da ordem de R$ 2 bilhões, têm origem compartilhada, sendo 50% oriundos do PROPEE por parte das concessionárias de energia, que serão utilizados para dar desconto no valor do aquecedor solar para as famílias interessadas na aquisição dos sistemas de aquecimento solar. 

Pela proposta, a compra poderá ser feita diretamente nas lojas de materiais de construção participantes da ação.

Mesmo com esse super desconto de 50%, as famílias poderão ainda financiar os aquecedores e dividir o pagamento para ser cobrado via conta de energia elétrica, com a vantagem de que na maioria dos casos a economia em R$ na conta de luz será maior do que o valor da prestação. 

O melhor é que após cerca de 2 anos, acaba o pagamento das prestações do financiamento e sobrará ainda mais dinheiro no bolso do consumidor. 

Melhor forma de economizar na conta de luz

O aquecedor solar hoje tem um custo acessível e um retorno do investimento em curto tempo. Com a simulação feita pelo DASOL/ Abrava para uma família de 5 pessoas, considerando 5 banhos diários com 8 minutos cada, o consumo de energia mensal do chuveiro elétrico é de 70 kWh, que custa cerca de R$ 80,00 na conta de luz, valor que varia entre as concessionárias. 

Esse é um simples exemplo da economia que o Sistema de Aquecimento Solar pode trazer, que em um ano representa uma economia de 840 kWh, e em reais, este valor é de R$ 960,00, considerando os aumentos tarifários atuais de 2015. 

O preço aproximado de um sistema instalado com capacidade para 200 litros é de R$ 2 mil. O retorno do investimento com a economia gerada é de aproximadamente dois anos e quatro meses e a vida útil do equipamento é de 20 anos. O segmento de aquecimento solar apresenta uma alternativa barata e imediata para solucionar a crise energética nacional.

Retrato do mercado

Hoje, estima-se que os aquecedores solares estejam presentes em 5% das residências brasileiras, representando 1,19% da matriz de consumo elétrico nacional. Com o incentivo e programas governamentais de acesso ao equipamento, a ideia é que esta faixa seja ampliada para 24% das residências brasileiras em 2050, segundo dados da EPE.

Em termos de energia produzida, os coletores solares de aquecimento de água atingiram em 2014 o montante de 7.354 GWh, equivalente à toda eletricidade consumida no mês de dezembro/14 pela Região Sul Brasil (7.299 GWh, segundo relatório da EPE).

O mercado de aquecedores solares cresce em média cerca de 1,3 milhão de metros quadrados ao ano. 

Sobre o DASOL

O DASOL – Departamento Nacional de Aquecimento Solar da ABRAVA representa oficialmente, em todo o Brasil, o setor de aquecimento solar de água com o objetivo de promover, divulgar e desenvolver a adoção da energia solar térmica. 

Desde 1992, apoia a formação de uma rede de atuação formada por empresas (fabricantes, revendas, instaladoras, consultorias e projetistas), instituições, universidades, órgãos do governo, ONGs e cidadãos em busca do desenvolvimento sustentável do Brasil através da aplicação e utilização responsável de energia solar térmica. 

Os programas e atividades da entidade têm abrangência em todo o Brasil, alguns deles desenvolvidos junto à Eletrobras/Procel e ao Inmetro, e estão acessíveis a todos que de alguma forma utilizam a energia solar térmica de forma eficiente e como solução para geração de energia.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Aneel aprova revisão que permite aos brasileiros gerarem sua própria energia

A Aneel aprovou a revisão da resolução 482/2012, que permite aos brasileiros gerarem sua própria energia. Entre as mudanças está o estabelecimento de novas formas de geração distribuída.
Juventude Solar
Jovens instalam placas solares no telhado do Centro Comunitário, em Vila Isabel (RJ) (©Otávio Almeida/Greenpeace)
O dia começou cedo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que votou no dia (24/11) as mudanças nas regras de micro e minigeração de energia no país. A discussão levou mais de três horas e contou com a participação de representantes da indústria, do comércio, ONGs e de distribuidoras. 
Ao todo, 17 sustentações orais foram feitas por esses atores.
Entre as sugestões de mudanças feitas pelas Aneel, uma foi duramente criticada por quase todos os presentes: a redução na compensação de energia nos casos em que o sistema de geração está instalado em local diferente de onde há consumo. 
É o caso de prédios sem área livre que comporte um sistema, ou de um morador de apartamento e queira instalar o sistema em sua casa da praia.

Nessa hipótese, a geração não produziria uma compensação total na conta de luz. E isso reduziria entre 30% e 80% os ganhos do cidadão que aproveita a luz do sol para ter eletricidade. 
Na prática, isso impossibilitaria mais de 40 milhões de brasileiros – que hoje vivem em prédios, onde não há área útil o suficiente para instalar um sistema – de terem acesso à microgeração. Entenda mais aqui.
Esse ponto acabou sendo rejeitado por completo pela diretoria da Aneel ao fim da reunião. “Isso mostra que a agência, de fato, ouviu a sociedade civil, que não apoiava a mudança. 
A resolução aprovada não só incentivará a geração distribuída no país, como também permitirá que mais brasileiros se valham dos benefícios de gerar sua própria energia”, diz Barbara Rubim, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.
A resolução validada oferece uma série de benefícios aos brasileiros. Entre os principais pontos alterados está a permissão para que moradores de um mesmo condomínio se organizem e instalem um sistema de energia solar, de forma a abater parte da conta de luz de suas residências. 
O mesmo vale para um grupo de pessoas que more em uma área próxima e queira aproveitar a luz do sol em painéis compartilhados. Antes, para ter compensações na conta de luz de sua casa, era preciso ter um painel instalado em seu próprio telhado.

O prazo de validade dos créditos gerados na micro e minigeração foi expandido de 36 para 60 meses, garantindo o benefício por mais tempo. 
A redução de prazos recaiu sobre as distribuidoras que tinham 82 dias, mas agora terão apenas 34 dias para conectar sistemas de microgeração (até 75kWp) na rede elétrica.

Com essas alterações, a Aneel prevê que o país chegue a 1,2 milhão de sistemas conectados à rede elétrica até 2024. “Desde 2014 o Greenpeace defende junto ao governo brasileiro a adoção da meta de 1 milhão de telhados solares no país até 2020. 
Agora, parece que estamos realmente no caminho correto para chegar lá”, concluiu Rubim.
De acordo com dados do próprio governo, se todo o potencial dos telhados de todas as casas brasileiras fosse aproveitado, geraríamos eletricidade suficiente para abastecer 2,3 vezes o consumo do setor residencial.
A resolução aprovada traz novos ares para a micro e minigeração no Brasil! Temos, então, que continuar seguindo rumo um Brasil com mais energia renovável para todos nós.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

EDP faz chamada pública para projetos de Eficiência Energética





A EDP, distribuidora de energia elétrica do Vale do Paraíba, Alto Tietê e Litoral Norte de São Paulo vai disponibilizar R3 milhões para projetos voltados para Eficiência Energética. 

Até o dia 30 de novembro, a concessionária receberá, via chamada pública, propostas de projetos para serem desenvolvidos em sua área de concessão.

Com esse incentivo, a empresa visa apoiar e customizar projetos que tenham o objetivo de reduzir o consumo de energia em residências, comércio, indústrias, prédios públicos, particulares, entre outros. 

Serão contempladas iniciativas de pessoas jurídicas que visem a melhoria ou a substituição de instalações elétricas, equipamentos e sistemas de controle de uso de energia.

Os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por colaboradores da empresa, que analisarão, entre outros itens, a relação custo-benefício e o impacto direto na economia de energia, conforme especificado nos Procedimentos do Programa de Eficiência Energética (PROPEE), da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). 

Os projetos escolhidos serão conhecidos no dia 18 de dezembro.

De acordo com a EDP, os interessados devem encaminhar suas propostas pelos Correios ou entregá-las pessoalmente na sede da empresa. 

Para saber mais sobre a Chamada Pública da EDP para Projetos de Eficiência Energética e seu regulamento, acesse: http://www.edp.com.br/distribuicao/edp-bandeirante/Paginas/Chamada-P%C3%BAblica-PEE.aspx