terça-feira, 30 de maio de 2017

Detran economiza 92% de energia com troca de lâmpadas de semáforos

Com a substituição dos modelos incandescentes por LEDs, custo do consumo dos 3.160 sinaleiros em todo o DF caiu de R$ 385 mil para R$ 30 mil por mês

DA AGÊNCIA BRASÍLIA, COM INFORMAÇÕES DO DETRAN-DF

Os 3.160 semáforos de todo o Distrito Federal, instalados pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF), tiveram suas lâmpadas incandescentes substituídas por 7.160 LEDs (diodos emissores de luz). Isso resultou em uma economia de 92% no custo da energia elétrica consumida pelos equipamentos.
Com a substituição dos modelos incandescentes por LEDs, custo do consumo dos 3.160 sinaleiros em todo o DF caiu de R$ 385 mil para R$ 30 mil por mês. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

O consumo de energia elétrica dos 2.131 sinaleiros de veículos e dos 1.029 de pedestres custava ao Detran-DF em torno de R$ 385 mil por mês. Com o uso da nova tecnologia, o valor foi reduzido para apenas R$ 30 mil mensais.

A tecnologia LED é mais resistente, tem durabilidade aproximada de cinco anos e baixo consumo de energia. 
Além disso, proporciona melhor visibilidade, sem ofuscamento da visão, como acontece no caso da lâmpada incandescente.
R$ 4,2 milhõesEconomia anual no custo da energia elétrica dos semáforos, com a troca de tecnologia

Por ano, o gasto do órgão com energia nos semáforos era em torno de R$ 4,6 milhões. Agora, o valor estimado caiu para R$ 360 mil, o que significa uma economia anual de R$ 4,2 milhões.

A expectativa é que os LEDs diminuam também o valor da manutenção dos equipamentos, da ordem de R$ 724 mil por mês. 
Os gastos ocorrem principalmente na época das chuvas, quando 40% das lâmpadas comuns queimam e provocam transtornos nos cruzamentos de veículos.
Termo de cooperação com a CEB

A troca da tecnologia foi resultado de um termo de cooperação entre o Detran-DF e a Companhia Energética de Brasília (CEB), para implementação de projeto de eficiência energética com substituição das lâmpadas de todos os semáforos do DF.

Todo material utilizado foi adquirido pela CEB, dentro do orçamento do seu programa de eficiência energética. Já a mão de obra foi mobilizada pelo Detran-DF, sem custo adicional, uma vez que já estava inclusa no contrato de manutenção semafórica.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Copel Energia lança aplicativo para mercado livre



A Copel Energia, comercializadora do Grupo Copel, lançou um aplicativo mobile para o mercado livre de energia. 

O sistema é gratuito e já está disponível na loja Google Play para usuários do sistema operacional Android. Para usuários IOS, a previsão é de que esteja disponível na loja virtual Apple Store até o fim do mês. 

O aplicativo permite a futuros clientes livres simularem descontos potenciais ao migrarem para o mercado livre. “Acreditamos que seja o primeiro aplicativo do mercado a fornecer essa possibilidade. 

Qualquer consumidor, de qualquer distribuidora do País, pode simular sua potencial economia ao migrar para o ambiente de contratação livre”, destaca o diretor-presidente da Copel Energia, Franklin Miguel. 

Para fazer a simulação, basta o usuário inserir dados da sua conta de energia na aba “Simulador” do menu do aplicativo. “É necessário escolher a distribuidora de energia, tensão, modalidade tarifária, além de informar consumo e demanda”, detalha o diretor. 

Caso o usuário deseje solicitar um orçamento preciso, deve encaminhar os mesmos dados pelo próprio aplicativo. 

As demais funcionalidades do sistema incluem indicadores do mercado de energia, notícias do setor, avisos de leilões, informações sobre serviços prestados pela Copel Energia e dados institucionais da empresa. 

A contratação de energia no mercado livre garante diversas vantagens para consumidores que integram o perfil desta modalidade, como liberdade para negociar preços e condições contratuais, vantagens em relação à tarifa de energia fixada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e compra de volumes de energia adequados ao perfil de consumo. 

O mercado competitivo promove redução de preços e aumento da eficiência, o que possibilita diminuição dos gastos com eletricidade. 

Neste mês de maio, a Copel Energia completa um ano. “A empresa foi criada com o objetivo de atrair e manter dentro do Grupo Copel clientes que optam por migrar para o mercado livre. 

Neste primeiro ano de empresa, conquistamos clientes importantes por meio da confiança em nossos serviços”, reforça Franklin. 

PÚBLICO-ALVO - Estão aptos a participar do ambiente de contratação livre de energia, consumidores que têm demanda contratada de no mínimo 3.000 kW e conexão à rede elétrica feita após 7 de julho de 1995. 

Esse público pode tornar-se Consumidor Livre, adquirir energia no mercado livre e escolher seu fornecedor. 

A partir de 1º de janeiro de 2019, todos os consumidores com demanda contratada acima de 3.000 kW, independente da data de conexão com a rede elétrica, poderão adquirir energia no mercado livre e escolher seu fornecedor. 

Consumidores que tiverem demanda contratada de no mínimo 500 kW podem tornar-se Consumidor Especial, adquirir energia no mercado livre e escolher seu fornecedor. 

Mas, neste caso, o fornecedor deve entregar Energia Incentivada, ou seja, aquela produzida por usinas eólicas, solares, de biomassa ou hidrelétricas de potência inferior ou igual a 50.000 kW. 

COPEL ENERGIA - É subsidiária integral da Companhia Paranaense de Energia, empresa que atua em geração, transmissão e distribuição, além de telecomunicações. A Copel Energia – ou Copel Comercialização S.A. – surgiu em 2016 com o objetivo de atender os diversos agentes do mercado de energia a partir da ampla experiência do Grupo Copel. 

A subsidiária atua basicamente em três frentes:
 
comercialização no mercado livre de energia, 
consultoria para consumidores e serviços para produtores. 

Mais informações: www.copelenergia.com.br

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Eficiência Energética: Troca de motores como indutora de competitividade na indústria brasileira

Fonte: Procel Info 


* Por Pablo Borges Becker, diretor-executivo da CPFL Eficiência Energética S.A. e da CPFL 



Geração Distribuída S.ABrasil - Para manter a competitividade no contexto atual, que combina desaceleração da economia interna e maior concorrência global, investir em eficiência energética é um trunfo das indústrias para reduzir custos com energia, elevar a produtividade, reforçar o compromisso com a sustentabilidade e preparar a empresa para ganhar mercado quando a economia retomar seu ritmo de expansão. 

Com base em recursos subsidiados ou soluções desenhadas em parceria com empresas que atuam na área de eficiência energética, as indústrias podem modernizar seus parques fabris com motores de alto rendimento, com maior condutividade elétrica, vida útil maior, mais eficiência, menor consumo de energia e menos emissão de poluentes.

Atualmente, o setor industrial brasileiro consome cerca de 40% da energia elétrica do País, sendo que cerca de 70% disso é consumida por motores elétricos. 

Na prática, isso significa que os motores elétricos são responsáveis por aproximadamente 30% do consumo total de energia no Brasil. A idade dos equipamentos instalados no País, em média, de 17 anos, é o dobro da apurada em países desenvolvidos. 

O potencial de ganhos é enorme: até 2030, a indústria pode registrar desperdício energético de 29,4 TWh, sendo que 87% está ligado ao uso de motores elétricos, de acordo com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds). 

Esse volume representa metade da potência da hidrelétrica Itaipu, a segunda maior do mundo.

A substituição de um motor tradicional por um IR-3, primeiro nível acima do rendimento mínimo, pode propiciar ganhos de 6% de eficiência, uma grande diferença em um momento de margens apertadas. 

Já práticas recorrentes, como o rebobinamento, adotado por empresas que não têm condições de adquirir motor novo após a queima do motor existente, podem provocar redução do rendimento de 1% a 5%. 

A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) estima que as despesas com a energia elétrica representem 3,9% do custo total da produção industrial. 

Na análise do ciclo de vida de um motor elétrico de dez anos, o valor de aquisição representa apenas 2,5% dos desembolsos, enquanto a manutenção responde por 1,5%. 

O consumo de energia elétrica, por sua vez, representa 96%. Motores mais eficientes, além de reduzirem os gastos com energia, emitem menos poluentes, podendo gerar créditos de carbono quando esse mercado se consolidar.

Hoje, as indústrias que desejarem modernizar os motores instalados em suas linhas de montagem têm à disposição recursos competitivos de várias fontes para esse fim. 

Cabe ressaltar que, além de o custo de capital dessas opções ser inferior ao de mercado, a indústria não precisa obter esses recursos no setor financeiro, comprometendo seus limites de crédito com bancos comerciais. 

Empreendedores têm à sua mão soluções desenhadas com consultorias de energia, empresas de eficiência energética, linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou chamadas públicas de distribuidoras de energia. 

As Escos (Energy Services Company), empresas especializadas em projetos de eficiência energética, são um dos caminhos para viabilizar a modernização de motores e outros equipamentos, como chillers bombas e compressores. Seu escopo abrange diagnóstico, estruturação financeira, operação e manutenção, podendo em alguns casos, o investimento ser realizado com recursos da Esco, mediante análise de crédito.

Existem linhas do BNDES voltadas para a eficiência energética. Nas novas condições operacionais divulgadas no fim de 2016, a instituição manteve em até 80% sua participação em projetos de eficiência energética, com custo de 100% da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). 

Mesmo com as mudanças a serem implementadas no cálculo dessa linha, o crédito do BNDES deverá continuar competitiva. 

Por sua vez, os fabricantes de máquinas mantêm planos de troca de motores elétricos, nos quais concedem desconto de até 12% no valor de aquisição do novo motor na entrega do equipamento antigo.

Outra oportunidade são os incentivos concedidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que, em outubro de 2015, publicou um programa que estimula o setor industrial e comercial, por meio de um sistema de bônus, a implementar ações para redução da economia de energia elétrica. 

As concessionárias de distribuição concedem um bônus aos clientes para a aquisição de novos motores elétricos com o objetivo de desestimular o recondicionamento dos equipamentos avariados e, com isso, retirar de circulação modelos ineficientes por motores de alto rendimento energético, evitando o desperdício de energia.

Como podemos perceber, é ampla a gama de alternativas para modernização da força motriz de nossa indústria. 

A criatividade na modelagem de negócios e a construção de parcerias sólidas para a busca de soluções técnicas otimizadas são a chave para o sucesso na implementação de um programa de eficiência energética.

*Com informações da CPFL Energia 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Eficiência Energética: Até o final do ano, carros brasileiros terão etiqueta para orientar consumidores

Agência Brasil


Lançado há nove anos para orientar os consumidores na hora de comprar carros menos poluentes e mais econômicos, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular será concluído até o fim deste ano. 

O objetivo da etiqueta é informar aos compradores o grau de eficiência energética de cada veículo, cumprindo as determinações do Novo Ciclo de Política Automotiva, o Rota 2030.

Com as novas adesões, 100% dos veículos comercializados no Brasil serão incluídos no programa, abrangendo mais de 1000 modelos e versões.

Assim como estabelecido para produtos como eletrodomésticos, a etiqueta do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) informa o nível de eficiência dos carros com faixas coloridas que vão de A a E.

Além disso, o adesivo também trará dados sobre a emissão de gases poluentes, como hidrocarbonetos e monóxido de carbono.

As metas foram reforçadas nesta quarta-feira (26) durante o lançamento do 9º Ciclo do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, pelo ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

No ano passado, a inclusão de novas categorias já havia alcançado todos os fabricantes.

Segundo o ministro Marcos Pereira, o programa incentiva as montadoras a pensarem mais na sustentabilidade dos veículos.

“Essas iniciativas têm por objetivo facilitar a vida do consumidor na hora de escolher o modelo e a marca do seu veículo, podendo considerar outros atributos, além do preço.

Em última instância, a medida acaba por estimular os fabricantes a investirem cada vez mais em novas tecnologias para ganhar competitividade, levando em conta a escolha consciente dos consumidores.”

De acordo com a Pasta, as regras são consideradas como as mais avançadas do mundo por desenvolverem programas de eficiência energética e uso racional de combustível.

Para consultar os modelos e classificações de cada automóvel, basta acessar o link.

Fonte: www.istoedinheiro.com.br

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Nova etapa do Brasil Mais Produtivo terá foco em eficiência energética e tecnologia

                            Expansão do programa foi anunciada pelo ministro Marcos Pereira

Brasília – O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, anunciou hoje a expansão do programa Brasil Mais Produtivo, que completa um ano este mês. 

O programa começa agora uma nova etapa, com foco em eficiência energética e tecnologia. O B+P também avança em transparência, com lançamento de um novo portal.

“Trata-se de um salto qualitativo no processo produtivo da indústria. Queremos com esta ação elevar o patamar da produção nacional, para que as nossas empresas estejam em condições de competir no mercado interno e externo, operando com tecnologia de ponta”, afirmou o ministro. 

“Estamos correndo contra o tempo para elevar o padrão da indústria nacional aos melhores conceitos que existem no mundo”, completou.

O Brasil Mais Produtivo reúne um conjunto de ações que visam ampliar a produtividade das empresas participantes em pelo menos 20%, por meio da oferta de consultoria especializada a indústrias de pequeno e médio porte. 

Todo o processo produtivo da empresa participante é avaliado, com o objetivo de reduzir os desperdícios mais comuns. São melhorias rápidas, de baixo custo e alto impacto. Na primeira fase, o alvo foram três mil empresas.

“Constatamos nas 27 Unidades da Federação a média de 53% em aumento de produtividade nas empresas. Muito acima da meta que era de 20%. Mas há casos de melhora de 83%. 

A partir desses resultados, estamos seguros de que podemos avançar ainda mais. Estamos trabalhando para ampliar as empresas atendidas pelo Brasil Mais Produtivo de 3 mil para 5 mil”, informou o ministro.

Eficiência Energética

O Brasil Mais Produtivo passa a oferecer consultoria a empresas com foco em eficiência energética, buscando reduzir custos e desperdícios de energia no processo produtivo. 

Atualmente, o método a ser aplicado passa por testes, com 48 participantes. Com isso, o governo pretende aplicar de forma racional e eficiente os recursos do programa, após testar a metodologia. Para esta fase, o MDIC disponibilizou R$ 1 milhão.

Após a conclusão do projeto piloto, cerca de 400 empresas serão atendidas, o que ocorrerá a partir de julho. 

Nesta fase, serão investidos R$ 8 milhões em recursos provenientes de parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e também do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

"Melhorar a produtividade é melhorar a competitividade de nossas empresas. Neste sentido, a expansão do Brasil Mais Produtivo, em eficiência energética e tecnologia, é um salto extraordinário no programa. 

É uma importante iniciativa do governo para que a indústria brasileira seja cada vez mais competitiva no mercado externo", disse o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial, Igor Calvet.

Tecnologia

A expansão do programa também prevê ações no eixo “digitalização e conectividade”, levando às empresas participantes técnicas de digitalização de todo ou parte do processo produtivo. 

Na prática, os consultores aplicarão soluções utilizando plataformas tecnológicas como: 

aplicação de realidade aumentada no chão de fábrica; 
gerenciamento remoto; 
implementação da internet das coisas na linha de máquinas e big data.

Esses mecanismos permitirão, por exemplo, a tomada de decisão automatizada para regulação da linha de produção, permitindo aumento do rendimento e da produtividade e ajustes rápidos dos parâmetros para economia de recursos.

Atualmente, dez empresas passam por etapa piloto do programa na área de tecnologia, para a qual foram investidos R$ 2 milhões pelo Senai. Esta fase deve durar todo o ano de 2017. 

A partir de janeiro de 2018, serão inseridas 30 novas empresas participantes. Serão selecionadas indústrias que produzem equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos. 

O custo estimado do investimento será de R$ 150 mil por participante, com recursos do Ministério da Saúde.

“Nesse eixo, o programa busca enfrentar os desafios da indústria 4.0, uma vez que estamos propondo qualificar o processo produtivo com tecnologia de ponta”, disse o ministro Marcos Pereira. 

A metodologia poderá ser aplicada em qualquer setor e a expectativa é que outros segmentos da indústria possam ser integrados ao programa futuramente.

“Estamos caminhando lado a lado com o setor produtivo brasileiro, buscando reduzir a burocracia, ampliar os programas de apoio à competitividade, desenvolver políticas que ofereçam previsibilidade, segurança jurídica e condições reais e sustentáveis de crescimento econômico. 

Considero que, com a expansão do Brasil Mais Produtivo, consolidamos mais uma etapa deste que é o nosso maior compromisso com a indústria brasileira”, concluiu.

Transparência

Todos os detalhes das ações desenvolvidas agora estão disponíveis na internet, no site www.brasilmaisprodutivo.com.br. 

O novo portal entrou no ar ontem, no final do dia. Agora, qualquer cidadão pode verificar pelo site os resultados do programa e dos recursos investidos. 

O portal traz ainda cases de sucesso, formulário para que empresas interessadas em participar possam se cadastrar, entre outras facilidades.

Balanço

Durante o primeiro ano do Brasil Mais Produtivo, o alvo foram negócios em quatro setores (metalmecânico, vestuário e calçados, moveleiro, alimentos e bebidas). 

Os resultados apresentados demonstraram a eficiência do programa. Em média, as empresas atendidas tiveram ganhos de 52,9% em produtividade.

Entre abril de 2016 e abril de 2017, 550 empresas de todos os estados brasileiros tiveram seu atendimento concluído por mais de 500 consultores do Instituto Senai de Tecnologia e das unidades do Senai. 

Outras 1.102 empresas estão em atendimento.

Os consultores foram treinados para aplicação de ferramentas focadas no processo produtivo. 

Foram feitas intervenções para aumento da produtividade da indústria, por meio da redução dos sete tipos de desperdícios mais comuns: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos.

Em dois anos, estão previstos investimentos de R$ 50 milhões, sendo que o custo de cada empresa é de R$ 18 mil - destes, R$ 15 mil aportados pelos realizadores do programa. O restante é contrapartida do participante.

Ao final, a avaliação dos resultados é realizada a partir de quatro indicadores: 

Produtividade (aumento da quantidade de unidades produzidas em um espaço de tempo); 
Movimentação (a diferença entre o tempo de movimentação dentro da empresa antes e depois do programa); 
Qualidade (a diferença entre o retrabalho antes e depois do programa) 
e Retorno financeiro (diferença entre o retorno financeiro e o que foi investido no programa).

Podem se candidatar ao Brasil Mais Produtivo as empresas industriais com produção manufatureira, de pequeno e médio portes, que tenham entre 11 e 200 empregados e, preferencialmente, estejam inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs) ou aglomerações produtivas. 

O cadastro deve ser feito pela empresa na página do programa na internet, detalhando o setor e a localidade em que atua, além do número de funcionários.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC 
(61) 2027-7190 e 2027-7198 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Os cinco R’s do setor elétrico para um planeta mais sustentável

Fonte: Procel Info 


A mitigação de carbono e o cuidado com o desenvolvimento econômico e social das comunidades, se tornaram as principais preocupações das corporações mundiais. 

Para se aproximar deste objetivo as empresas introduziram cinco importantes mudanças de comportamento. 

Trata-se da política dos cinco R’s - repense, recuse, reduza, reuse e recicle –, possíveis pilares que buscam tornar o planeta Terra mais sustentável.

Cada indivíduo também pode adotar uma dessas formas e inserir na sua rotina. Ações que vão desde o consumo de produtores locais, segregação de recicláveis e dar novos usos a materiais descartados. 

As empresas, por meio de sistemas de produção e distribuição mais eficientes, devem buscar o uso racional dos recursos naturais, a minimização dos impactos ambientais e a conservação da biodiversidade, num contexto de estratégia empresarial voltada para a sustentabilidade.

O setor elétrico é o grupo econômico que mais busca oportunidades e enfrenta desafios para incorporar a sustentabilidade aos seus valores. 

De acordo com o último levantamento do Ministério de Minas e Energia, em 2015, a geração de energia elétrica oriunda de fontes não renováveis representou 75,9% na matriz elétrica mundial. 

E como elas podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa adotando os 5 R’s?

1º REPENSAR ações e equipamentos utilizados na rede elétrica – atualmente, no Grupo CPFL Energia, cerca de 300 clientes têm instalados em suas residências placas fotovoltaicas. 

Eles estão gerando sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis. Estimular a micro geração distribuída, e a forma de levar o excedente de energia para a rede de distribuição, ampliando a oferta. 

Outra maneira positiva de atuar é repensando a utilização de equipamentos. Ao usar os transformadores verdes, a CPFL reduz riscos de acidentes ambientais. 

A substituição do óleo isolante mineral, o ascarel, usado no sistema de refrigeração dos transformadores, pelo óleo isolante vegetal biodegradável, reduz o tempo de degradação do óleo no solo de 15 anos para 45 dias.

2° RECUSAR os famosos “gatos”, identificá-los e regularizá-los – uma ligação direta na rede elétrica sem o conhecimento e autorização da distribuidora de energia elétrica é crime previsto no Código Penal e a reclusão pode chegar a quatro anos. 

Existem casos em que se rompe os lacres do relógio medidor, sobrecarregando o sistema elétrico e provocando interrupções no fornecimento de energia. A regularização não só traz cidadania, como também beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade. 

No Brasil, o prejuízo com este tipo de prática chega a R$ 8 bilhões. 

O Programa de Eficiência Energética da CPFL Energia, em 2016, investiu R$ 5,2 milhões nesta ação, beneficiando 1.950 clientes residenciais de baixo poder aquisitivo, promovendo ações educacionais sobre o uso consciente de energia elétrica.

3° REDUZIR o desperdício de energia elétrica – preservar os recursos naturais e promover educação para o uso racional de energia elétrica. 

Esses são os objetivos dos programas de eficiência energética das distribuidoras brasileiras. Pela lei, elas devem aplicar 0,4% de sua receita operacional líquida em ações que evitem o desperdício. 

Graças a aplicação dos projetos de eficiência energética. De 2008 até junho de 2016, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contabilizou uma economia de 4.629 GWh ao longo dos anos. 

4° REUTILIZAR material em benefício da população – equipamentos oriundos da rede elétrica e não mais utilizados, como postes e cruzetas de madeira, com o passar do tempo, devem ser trocados e seu descarte deve ser adequado. 

Num bom exemplo dessa ação, desde 2014, a CPFL, em parceria com a Prefeitura Municipal de Várzea Paulista, transforma cruzetas em bancos, que são distribuídos durante a revitalização de praças na cidade. 

Além disso, a adoção de uma logística reversa, para a reforma de medidores e transformadores, evita custos e contribui para o reaproveitamento por terceiros. 

É feita a triagem nas bases operacionais, os equipamentos sem possibilidade de recuperação são retirados e destinados para aterros industriais, que comercializam a sucata para fabricantes de panelas, móveis e confecção de cercas. Os materiais bons permanecem, são recuperados e retornam ao estoque.

5° RECICLAR por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), decorrente da Lei nº 12.305 – as empresas podem dar o devido retorno de peças e equipamentos retirados de serviço, a partir de processos que descontaminam e evitam danos ao homem e ao meio ambiente. 

Equipamentos e peças que não possuem qualidade suficiente para serem reutilizados, como porcelanas de isoladores, alumínio de cabos e luminárias, metais componentes de transformadores, vidro de lâmpadas, passam por um processamento, são classificados e viram matéria-prima para a indústria. 

Os materiais são destinados para setores diversos como construção civil, indústria cerâmica e metalúrgica, entre outras. A comercialização desses insumos gera recursos, que tornam toda a cadeia sustentável.

A adoção dessas medidas pode concretizar a sustentabilidade nas políticas de qualquer empresa, independente do seu negócio. 

Integrar em seus processos de tomada de decisão, considerações ambientais e sociais, desde as fases de projeto até a construção e operação dos seus empreendimentos, fortalece o RESPEITO e o caminho para o reconhecimento de uma empresa social e ambientalmente responsável.

*Artigo de Rodolfo Nardez Sirol, Diretor de Sustentabilidade e Meio Ambiente da CPFL Energia

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Pesquisadores amazonenses criam tomada que reduz consumo de energia


Pesquisadores do MIT trabalham na execução do projeto e 
estão em contato com fábricas para implantar a proposta – 
Divulgação

Para monitorar os custos de energia elétrica dos equipamentos e eletrodomésticos dentro de casa em tempo real, pesquisadores amazonenses desenvolveram um projeto que pretende ajudar os consumidores na identificação e monitoramento dos custos a partir da instalação de uma “tomada inteligente”. 

O protótipo criado em um projeto iniciado em novembro do ano passado já está pronto e em fase de testes para ser comercializado no mercado.

Uma equipe de pesquisadores do Manaus Instituto de Tecnologia (MIT) trabalha na execução do projeto e está em contato com empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) para implantar a proposta.

De acordo com o coordenador, Marivan Gomes, a iniciativa visa dar um retorno para a sociedade do que é desenvolvido nos laboratórios do instituto. 

“Este é um projeto com viés social porque pretende diminuir o consumo de energia do cliente final. 

Atualmente, a taxa de energia elétrica está mais cara, então nós tendemos a gastar mais e, no final do mês, não conseguimos pagar por esse consumo. A tomada inteligente vai monitorar o consumo diário do consumidor fazendo com que ele limite o gasto para pagar as contas ao final do mês”, destacou.

Praticidade

Com a “tomada inteligente” o cliente poderá ter comodidade de estar gerenciando os gastos com energia de sua própria casa, com a conscientização do consumo de energia elétrica e monitorar o consumo por meio do aplicativo.

O desafio de implementar a proposta também está sendo vivenciado por acadêmicos de universidades de Manaus.

Para o estudante de engenharia Jonhy Cavalcante, o projeto é importante. “Hoje em dia, tudo é eletrônico. Então é um projeto muito bom para sociedade como forma de ajudar o consumidor a gastar menos a partir do monitoramento de gastos de energia elétrica. Com a tomada conectada ao aplicativo, o consumidor saberá qual o equipamento utiliza mais energia elétrica e, assim, poderá gerenciar esse consumo no dia a dia”, concluiu.



Projeto já está pronto e em fase de testes para ser 
comercializado no mercado – Divulgação

Resultados são imediatos

O Manaus Instituto de Tecnologia (MIT) é um centro de pesquisa do Amazonas composto por pesquisadores de diversas instituições de ensino do Estado, além de possuir parcerias com centros de pesquisa de outros países.

O objetivo é promover oo desenvolvimento científico, tecnológico, ambiental e social do Amazonas com o apoio de instituições públicas e privadas.

Inovação

Por meio de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), o MIT busca gerar resultados imediatos e inovadores no processo de produção das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), incentivadas pela Lei de Informática. 

O MIT é uma entidade de direito privado e sem fins lucrativos.