sexta-feira, 17 de novembro de 2017

VW apresenta Virtus e anuncia carros elétricos e híbridos para o País


Montadora alemã deverá iniciar a comercialização da versão elétrica do Golf, o e-Golf, e o híbrido Golf GTE em 2018

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Volks apresenta o novo Virtus - Divulgação


SÃO PAULO — A Volkswagen apresentou nesta quinta-feira em São Paulo o seu novo sedã, o Virtus, para a América do Sul, e anunciou também que começará a comercializar a versão elétrica do Golf, o e-Golf, e o híbrido Golf GTE. 

Com isso, a montadora coloca a região na rota das mais novas tecnologias que está desenvolvendo em suas plantas ao redor do mundo. 

Segundo o presidente da montadora para a região, Pablo De Si, a medida faz parte da estratégia da empresa em retornar à liderança de mercado na região e, principalmente no Brasil, até 2020. 

Além disso, acrescentou o executivo, todo o portfólio da Volkswagen comercializado no País será renovado em até três anos.

— A nossa meta é deter de 16% a 17% das vendas no mercado brasileiro até 2020. 

A chegada dos modelos elétricos e híbridos é uma estratégia para posicionarmos a marca nesse segmento, que acreditamos ser uma alternativa viável também para o Brasil — disse De Si durante a apresentação do Virtus, que será lançado ao mercado somente em 2018.

Mais cedo, a Volkswagen havia anunciado que pretende investir € 10 bilhões para desenvolver carros elétricos na China, em um movimento para se adequar às novas regras que restringem a emissão de poluentes. 

O grupo, que inclui ainda a marca Audi, quer lançar 15 modelos nos próximos dois a três anos, e outros 25 depois de 2025, segundo revelou o chefe da montadora na China, Jochem Heizmann.

O representante do conselho de administração e o responsável por vendas e marketing da marca Volkswagen, Jürgen Stackmann, afirmou que o grupo traçou a sua estratégia mundial para os próximos dois anos e, uma das frentes é justamente mobilidade e eficiência energética.

— Estamos desenvolvendo uma família de carros totalmente elétrica que deve chegar ao mercado até 2020. Queremos ser o principal player nessa área e com vendas, em 2025, de 1 milhão de modelos elétricos no mundo. 

A China e a Europa serão as regiões em que essa família deverá ser comercializada inicialmente, mas a intenção é trazer esses carros para o Brasil depois, principalmente para as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro — ressaltou Stackmann, acrescentando que a Volkswagen está na segunda fase desse plano estratégico de 10 anos.

A primeira fase, segundo o executivo, é a regionalização da marca, ter produtos específicos para cada região. 

O lançamento do Novo Polo e do Virtus, completou ele, é um exemplo disso. 

Os modelos foram desenvolvidos inteiramente no Brasil para a região, seguindo as necessidades dos consumidores sul-americanos.

— Em 60 dias de lançamento do Novo Polo, já vendemos 8 mil unidades. 

Isso mostra que nossa estratégia está acertada. 

É um produto que se adequou bem ao mercado brasileiro. 

Teremos mais novidades no próximo ano. 

Lançaremos o Tiguan LWB e o T-Cross, um SVU que será produzido na fábrica de São José dos Pinhais (PR), um carro, assim como o Virtus e Polo, projetado para a América do Sul — disse o executivo.

Além do novo SUV que será produzido na fábrica paranaense, a VW também anunciou outro modelo para a unidade da Argentina. 

De Si, presidente para a região, disse que a montadora irá investir US$ 650 milhões para o desenvolvimento do veículo, melhoria da linha de produção e em uma nova área de pintura.

— Hoje, temos produtos para cobrir 70% do mercado. Em 2020, com a renovação de nossa linha, conseguiremos atender 95% do mercado. 

Com isso, deveremos produzir, somente no Brasil 800 mil veículos em três anos e vender na região 1 milhão de carros, claro que a maior parte no país —, afirmou De Si.

O Virtus, segundo ele, além dos mercados sul-americanos, deve ser exportado também para países da Oceania e África.


— São mercados semelhantes ao da região e por isso, é um modelo que pode ter muito sucesso. No primeiro momento, vamos vender o Virtus na América do Sul, depois, partiremos para outros países.